
Caramelo, fiapo de manga, salsicha, de pequeno ou grande porte, não importa a origem ou a pelagem: o fato é que os cachorros estão cada vez mais presentes nos lares brasileiros e impulsionam o mercado pet. Segundo levantamento do Sebrae-SP, produzido a partir de dados da Receita Federal, no Alto Tietê o setor passou de 763 pequenos negócios em 2018 para 2.323 até julho de 2026, um salto de 204% no período. No Dia Mundial do Cachorro, lembrado em 26 de agosto, o Sebrae-SP reforça a importância e as oportunidades geradas pelo segmento.
Dados do DataSebrae mostram que, entre os pequenos negócios voltados ao mercado pet, incluindo Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs), Ferraz de Vasconcelos teve o maior aumento percentual entre as cidades atendidas pelo Sebrae-SP Alto Tietê, passando de 52 para 221 empresas no período, o que representa uma alta de 325%. Já em números absolutos, Mogi das Cruzes teve a maior expansão, saltando de 264 para 826 negócios no intervalo.
Segundo pesquisa do Sebrae-SP, a maioria dos consumidores gasta entre R$ 101 e R$ 300 por mês em pet shops, e 67% realizam compras a cada 15 dias ou mensalmente. Já os cachorros são os animais preferidos dos donos de pets: sete em cada dez tutores escolhem o cão como animal de estimação.
“Na pandemia tivemos um boom maior de procura pelos serviços, até porque as pessoas acabaram ficando mais em casa e identificando situações como coceiras e incômodos, que antes não eram tão perceptíveis. A medicina, a ciência, os estudos e os equipamentos avançaram muito, e tudo isso resulta em mais qualidade de vida para os animais”, observa.
No centro de diagnósticos, o bem-estar dos animais é uma das preocupações da veterinária. Música ambiente e iluminação especial recebem os pets. “Criamos um espaço para evitar que os animais se assustem e associem o momento a uma experiência negativa. Temos diversas especialidades médicas que fazem a diferença na saúde dos pets”, ressalta a médica-veterinária.
De acordo com a empresária, o Sebrae-SP ajudou na gestão do negócio, mostrando a viabilidade do centro de diagnóstico. “Essa é uma área promissora. Os pets são parte das famílias, não são mais animais de quintal. O fato de os tutores estarem sempre em busca do melhor para os animais também nos faz estudar mais e procurar novas técnicas e atendimentos”, afirma.














