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Foto: Luana Bergamini/Secop Suzano

Patrulha Maria da Penha de Suzano completa 12 anos com 147 prisões e quase 6 mil medidas protetivas

A Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal (GCM) de Suzano, completa 12 anos de atuação nesta quarta-feira (14), consolidando um trabalho de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Desde o início das atividades, em outubro de 2014, até setembro deste ano, o grupamento contabiliza 5.976 medidas protetivas, 106.095 rondas realizadas e 147 prisões relacionadas à violência contra a mulher.

Atualmente, 232 mulheres estão sendo acompanhadas pela equipe, que atua na fiscalização do cumprimento das medidas protetivas de urgência, no atendimento de ocorrências e na prevenção de novas agressões. O trabalho busca ampliar a segurança das vítimas, oferecer suporte diante de situações de risco e contribuir para o enfrentamento à violência doméstica no município.

Os números demonstram a continuidade da atuação ao longo dos anos. Em 2023, a Patrulha registrou 792 medidas acompanhadas e 20 prisões. No ano seguinte, foram 753 medidas e 21 prisões. Já em 2025, o serviço contabilizou 669 medidas acompanhadas, 9.186 rondas e 20 prisões. Entre janeiro e setembro de 2026, foram registradas 570 medidas acompanhadas, 5.818 rondas e 15 prisões.

A coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Jaqueline Ferreira, destacou a importância do trabalho diário de acolhimento e acompanhamento das mulheres. “Cada atendimento representa uma oportunidade de proteger uma vida e impedir que a violência continue. Ao longo desses 12 anos, construímos uma atuação baseada na proximidade com as vítimas, na fiscalização das medidas protetivas e no compromisso de oferecer apoio sempre que necessário. Nosso objetivo é que essas mulheres se sintam seguras para buscar ajuda e reconstruir suas vidas”, afirmou.

O secretário municipal de Segurança Cidadã, Francisco Balbino, ressaltou que a atuação especializada da GCM integra as políticas públicas de prevenção e combate à violência doméstica. “A Patrulha Maria da Penha demonstra que a segurança pública também precisa ser feita com acolhimento, atenção e acompanhamento contínuo. Os resultados alcançados ao longo desses 12 anos reforçam a importância de manter uma equipe preparada para agir diante das situações de risco e trabalhar de forma integrada com a rede de proteção às mulheres”, declarou.

Prevenção
Além do acompanhamento às vítimas e da atuação em ocorrências e prisões, a Patrulha Maria da Penha desenvolve um importante trabalho preventivo e educativo nas escolas municipais por meio do projeto “Maria Vai à Escola”. Ao longo dos ciclos realizados em Suzano, quase 700 crianças já foram contempladas com atividades sobre respeito, cidadania, direitos humanos, igualdade de gênero, prevenção à violência e cultura de paz.

Entre as unidades que já receberam a iniciativa estão as escolas municipais Paulo Henrique Barreiros, Professora Ignez de Castro Almeida Mayer, Professora Therezinha Pereira Lima Muzel e Nizilda Alves de Godoy. A proposta é trabalhar a prevenção desde a infância, aproximando a equipe da comunidade escolar e contribuindo para a formação de crianças conscientes sobre a importância do respeito e da convivência sem violência.

O prefeito Pedro Ishi afirmou que a continuidade desse trabalho é fundamental para fortalecer a proteção às mulheres e ampliar a conscientização da população. “Precisamos reconhecer a importância de uma política pública que protege vidas e oferece apoio às mulheres que enfrentam situações de violência. Seguimos investindo em ações que unem segurança, acolhimento e educação, porque combater a violência doméstica também significa prevenir, conscientizar e garantir que cada mulher saiba que pode contar com o poder público”, afirmou.

Mulheres que precisam de ajuda ou necessitam denunciar situações de violência podem entrar em contato com a Patrulha Maria da Penha e a Guarda Civil Municipal de Suzano pelos telefones (11) 4745-2150 ou 153. A Central de Atendimento à Mulher também oferece orientação gratuita pelo número 180. Em situações de emergência ou risco imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190.

Outras opções de atendimento incluem a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), pelo número (11) 4748-8040; a Rede de Atenção à Pessoa Vítima de Violência Doméstica e Sexual (RAPSVDS), pelos telefones (11) 4745-2114, (11) 4745-2107 ou (11) 4747-2104; a Sala Rosa da DDM, pelo número (11) 4747-7524; e o Centro de Referência e Apoio à Vítima (Cravi), pelo telefone (11) 4745-2180.

 

Publicado em: 13 de outubro de 2026

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