
A Prefeitura de Mogi das Cruzes pretende utilizar uma área municipal conhecida como Vale das Pedras para o reaproveitamento de materiais orgânicos e vegetais retirados durante as intervenções autorizadas para a construção da Ponte da Volta Fria. A ação integra as medidas ambientais previstas no licenciamento do empreendimento e será realizada em conjunto com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/SP).
O espaço, onde está prevista a implantação de uma Unidade de Conservação, receberá de maneira controlada materiais que possam contribuir para a recuperação ambiental da área. Entre os itens estão a camada superficial e fértil do solo, banco de sementes, matéria orgânica, galhos, troncos e outros componentes vegetais.
Aproveitamento ambiental
De acordo com a Prefeitura, a destinação desses materiais busca preservar o chamado banco de germoplasma, conjunto de recursos genéticos presentes na vegetação, incluindo sementes e outros elementos que podem ser utilizados posteriormente na recomposição ambiental.
A expectativa é que esse material auxilie no enriquecimento do solo e na recuperação da vegetação do Vale das Pedras. A preparação da área já começou e inclui a organização do espaço para receber os componentes provenientes das intervenções.
“A movimentação de máquinas observada no local está relacionada à preparação e organização da área para o recebimento desses materiais”, explica a secretária municipal de Clima e Meio Ambiente, Patrícia Cesare.
Segundo a administração municipal, o Vale das Pedras não será utilizado para descarte de entulho, resíduos da construção civil ou excedentes de terraplenagem gerados pela obra da Ponte da Volta Fria. A utilização do espaço será restrita aos materiais vegetais e orgânicos relacionados às medidas de recuperação ambiental previstas para o empreendimento.
Intervenções na Volta Fria
A estrada da Volta Fria faz a ligação entre a Via Perimetral e a Avenida Guilherme Giorgi, em Jundiapeba, e também possui acesso à Estrada do Furuyama, que permite a conexão com Suzano.
O projeto contempla a construção de uma nova ponte, a implantação de uma rotatória e a demolição da estrutura atualmente existente. O investimento previsto é de R$ 22 milhões.
A Prefeitura de Mogi das Cruzes e o DER/SP serão responsáveis pelo acompanhamento das ações ambientais estabelecidas no processo de licenciamento da obra.














