
Por Sabrina Pacca
A Prefeitura de Mogi das Cruzes anunciou uma reorganização da rede de Assistência Social. Segundo a secretária Daniela Mariano, que concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira, as mudanças se baseiam no levantamento das demandas da população e não haverá interrupção do atendimento.
Entretanto, ao menos dois contratos serão encerrados para dar lugar a outros projetos dos mesmos segmentos: o contrato com a ONG Recomeçar, que servia para subsidiar um abrigo sigiloso para mulheres vítimas de violência, e seus filhos, com risco iminente de morte e o contrato com uma entidade que mantém o projeto República Jovem.
No caso do abrigo sigiloso, a Prefeitura passa a contar com as vagas oferecidas pelo abrigo regional, do Condemat, que hoje são apenas quatro, mas que a secretária Daniela garantiu que serão quantos mais o município precisar.
Ainda sobre a proteção às mulheres em situação de violência, a Prefeitura prevê a abertura da Casa da Mulher Mogiana, com capacidade estimada de até 400 atendimentos mensais, além de alternativas como o Auxílio-Aluguel e a hospedagem temporária pelo programa Acolhe.
Sobre o atendimento dos jovens que completam 18 anos e precisam sair dos abrigos, a Vara da Infância e Juventude de Mogi afirmou que existem 10 pessoas nessa situação que completarão 18 anos em 2027. Ao invés de irem para a República Jovem, criada para recebê-los e abrigá-los até 21 anos, a Prefeitura passará a pagar um aluguel social e a investir em capacitação.
Outra mudança é a construção de dois novos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), um CRAS itinerante e uma equipe volante para regiões mais distantes. Também foram anunciadas ampliações nas vagas de Residência Inclusiva e do Programa Bolsa Cuidados, além de atendimento domiciliar para pessoas com deficiência e idosos.
Para a população em situação de rua, estão previstas a reforma do Centro POP, a ampliação do horário da Casa de Passagem e mais 15 vagas de acolhimento em 2027.















