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Adriana Liporoni esteve em Mogi nesta quinta (17) para o lançamento da DDM 24 horas (Foto: Sabrina Pacca)

Vítimas podem denunciar e pedir proteção pelo aplicativo Mulher Segura, que já tem 81 mil usuárias

Silvia Chimello

Além do atendimento presencial nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), mulheres vítimas de violência em São Paulo contam com uma ferramenta que permite buscar ajuda pelo celular. O aplicativo “SP Mulher Segura” reúne serviços de denúncia, proteção e orientação e pode ser utilizado de qualquer lugar do Estado.

A ferramenta permite registrar boletim de ocorrência, solicitar medida protetiva de urgência e consultar os serviços da rede de proteção. Mulheres que já possuem medida protetiva vigente também podem utilizar o Botão do Pânico para pedir socorro em situações de risco.

A secretária de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo, Adriana Liporoni, que esteve em Mogi das Cruzes nesta quinta-feira (17) para o lançamento do atendimento 24 horas pela  DDM da cidade, destacou que a importância de divulgar essa tecnologia, que facilita o acesso das vítimas aos serviços de proteção.

Segundo ela, o aplicativo tem registrado uma procura significativa. Por meio da ferramenta, é possível pedir ajuda, obter informações, registrar ocorrências e solicitar medidas protetivas pelo celular, sem a necessidade de deslocamento até uma unidade policial.

De acordo com dados apresentados pelo governo do Estado, o aplicativo “Mulher Segura” já soma mais de 81 mil usuárias ativas, aproximadamente 20 mil acionamentos do Botão do Pânico e quase 700 solicitações de medidas protetivas.

“A tecnologia permite uma facilidade de acesso e a interface com a população é muito fácil. É só baixar o aplicativo. Nosso objetivo é colocar nas mãos das mulheres ferramentas que permitam buscar ajuda e acessar os serviços de proteção a qualquer hora do dia”, afirmou Adriana.

A secretária citou como exemplo situações em que a vítima esteja dentro de casa e não consiga sair ou falar abertamente sobre o que está acontecendo. Nesses casos, o aplicativo pode ser uma alternativa para buscar atendimento.

“Se a mulher estiver enfrentando uma situação dentro da casa dela e estiver trancada no banheiro, por exemplo, pode pedir ajuda. Ela será direcionada para uma atendente que vai conversar com ela e, se for o caso, ligar na mesma hora, se a pessoa permitir. A mulher pode pedir até a medida protetiva de urgência pelo aplicativo”, explicou.

O “SP Mulher Segura” também reúne informações sobre a rede de proteção, incluindo endereços de unidades especializadas e outros serviços de apoio. O mapa do aplicativo permite localizar DDMs 24 horas, defensorias públicas, unidades da Polícia Militar e outros equipamentos.

 

Violência vai além da agressão física

Para Adriana, o enfrentamento à violência doméstica envolve situações complexas, que podem incluir questões emocionais, familiares e financeiras. Segundo ela, esses fatores podem dificultar a decisão da vítima de procurar ajuda ou romper o relacionamento.

“Muitas vezes a mulher nem sabe que está sofrendo violência, porque os casos de violência não são apenas físicos, mas também psicológicos, patrimoniais, sexuais. Quando a gente fala de violência doméstica, a gente está lidando com ambiente familiar, um problema que pode estar no seio familiar, onde muitas vezes o Estado não entra”, afirmou.

A secretária também destacou que a dependência financeira pode ser um obstáculo para mulheres que desejam deixar uma relação abusiva. Nesse contexto, ela citou programas estaduais voltados à capacitação e à inserção das mulheres no mercado de trabalho como parte das políticas de autonomia econômica.

Estado investe em tecnologia para agilizar atendimento às vitimas (Foto: Governo SP)

Como baixar e configurar o aplicativo

O download é gratuito, basta procurar por “SP Mulher Segura” nas lojas de aplicativos para Android e iOS. O acesso é feito com os dados da conta gov.br, o mesmo login usado em outros serviços digitais do governo.

Na primeira utilização, a orientação é acessar a área “Meus Dados” e conferir se telefone, e-mail, CPF e endereço estão atualizados. Também é preciso autorizar o acesso à localização, recurso que permite o georreferenciamento usado pelo botão do pânico e pelo mapa da rede de proteção.

Fora do aplicativo, o estado mantém outros canais de atendimento à mulher, como a Central de Atendimento à Mulher, no número 180, e a Polícia Militar, no 190, para emergências.

Além dos serviços de denúncia e proteção, o aplicativo oferece links que direcionam a usuária a outros órgãos de apoio. Entre eles estão a Defensoria Pública, o Ministério Público, o Protocolo Não se Cale e o Portal SP Por Todas.

Esses canais complementam o atendimento policial e ajudam a mulher a encontrar orientação jurídica e serviços de acolhimento.

 

Passo a passo:

– Abra a loja de aplicativos: No seu celular Android, abra a Google Play Store. Se você usa iPhone (iOS), abra a App Store.

– Busque pelo aplicativo: Na barra de pesquisa, digite SP Mulher Segura e pressione buscar.

– Instale o aplicativo: Certifique-se de que o aplicativo oficial é o desenvolvido pela segurança pública do estado e clique em Instalar ou Obter.

– Faça login com o Gov.br: Abra o aplicativo instalado e faça o acesso utilizando os dados da sua conta gov.br (caso não tenha uma conta, o app indicará como criá-la).

– Atualize seus dados: Vá até a aba Meus Dados dentro do aplicativo e confirme se seu CPF, telefone, e-mail e endereço estão corretos.

– Permita a localização: Autorize o aplicativo a acessar a localização do celular para que os recursos de emergência e georreferenciamento funcionem corretamente.

 

 

Leia também: Delegacia da Mulher agora funciona 24 horas em Mogi, após antiga reivindicação da sociedade

 

 

Publicado em: 17 de setembro de 2026

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