Silvia Chimello
Mogi das Cruzes registrou uma pequena redução na proporção de famílias em situação de pobreza entre dezembro de 2025 e abril de 2026. Os dados apresentados pela Secretaria Municipal de Assistência Social indicam que o percentual passou de 50,4% para 48,8%. No mesmo período, aumentou a participação das famílias com renda superior a meio salário mínimo por pessoa, de 35,4% para 36,8%.
Apesar da redução proporcional da pobreza no período analisado, os levantamentos mostram que o número de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) aumentou em relação ao ano anterior.
Em agosto de 2026, Mogi tinha 67.881 famílias inscritas no cadastro, que reunia 154.673 pessoas. O total correspondia a 32,75% da população estimada do município, de 472.255 habitantes. Em julho de 2025, eram 66.581 famílias cadastradas.
O CadÚnico reúne informações de famílias de baixa renda para identificação e acesso a programas sociais. A inscrição, por si só, não significa que todos os integrantes estejam em situação de pobreza, já que o cadastro abrange diferentes faixas de renda e situações socioeconômicas.
Os indicadores foram apresentados durante a audiência pública realizada nesta quarta-feira (28), na Câmara Municipal para a prestação de contas da Secretaria de Assistência Social referente ao segundo quadrimestre de 2026, que compreende os meses de maio a agosto. No encontro, conduzido pelo presidente da Comissão Permanente de Assistência Social, vereador Osvaldo Silva (Republicanos), a titular da pasta, Daniela Mariano, também detalhou o volume de atendimentos, a estrutura dos serviços e a execução orçamentária.
De acordo com a secretária, a prestação de contas é importante para acompanhar as ações e planejar melhorias para o futuro. “Foi um ano em que trabalhamos intensamente para cuidar das demandas que chegam à Assistência Social e entender quais caminhos precisamos seguir daqui para frente, sempre pensando no que podemos melhorar nos próximos anos. Temos observado um crescimento populacional do público atendido pela Assistência Social muito acima da média nacional”, observou Daniela,
O presidente da Comissão de Assistência , vereador Osvaldo, também reforçou que a audiência quadrimestral permite à população acompanhar o trabalho realizado pela secretaria, os serviços oferecidos e as ações destinadas às pessoas que mais precisam. O encontro contou ainda com a participação dos vereadores Edson Santos (PSD), Inês Paz (PSOL), Fio da Vila Jóia (PL) e Johnny da Inclusão (Avante).
Estrutura
De acordo com Daniela, a secretaria atendeu 27.285 pessoas por meio da rede socioassistencial durante o segundo quadrimestre. No acumulado de 2026 até o período apresentado, o número chegou a 44.516 pessoas.
A Secretaria de Assistência Social informou ainda que a estrutura municipal reúne 66 serviços e 75 unidades, considerando as modalidades de execução direta e indireta. A rede conta com 283 trabalhadores vinculados diretamente à Prefeitura, outros 746 profissionais na execução indireta e 54 estagiários.
Na proteção social básica, voltada à prevenção de situações de risco e ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, o município dispõe de sete Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), além de outros serviços e programas.
Já a proteção social especial atende pessoas e famílias que enfrentam violações de direitos, situações de violência e outras condições de risco social. Entre os equipamentos e serviços estão os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), o Centro POP e os serviços de acolhimento.
Na proteção social especial de média complexidade, foram contabilizadas 3.228 pessoas atendidas no segundo quadrimestre, conforme os dados apresentados pela secretaria.
Orçamento
O orçamento previsto para a Secretaria Municipal de Assistência Social em 2026 é de R$ 74,5 milhões. Até o período apresentado na audiência, as despesas empenhadas somavam R$ 65,6 milhões.


