
De autoria da jornalista e especialista em Educomunicação, a jornalista Gisleine Zarbietti, o livro “Mulher, cultura e sociedade – o poder da feminilidade” será lançado nesta sexta-feira (28), pela Brilharte Editorial. A obra, que chega num momento em que o Brasil acaba de instituir a Política Nacional de Cuidados e da polêmica em torno do encerramento dos programas de checagem de fake news, reúne reflexões sobre mídia, cultura, meio ambiente, trabalho do cuidado e representatividade feminina nos espaços de protagonismo e poder político.
A sessão de autógrafos será realizada logo mais, das 17 às 20 horas, no Frida Café (Rua Francisco Quadra Castro, 33 – Vila São Jorge), em Suzano. Para garantir seu exemplar é só acessar o link (https://bit.ly/lancamentos-brilharteditorial-2025) e retirar no lançamento.
A relação da mulher com a natureza em tempos de emergência climática e feminicídio, além de questões envolvendo discursos de ódio, patrimônio cultural, identidade, democracia e sustentabilidade são outros assuntos abordados com o objetivo de instigar o pensamento crítico e reflexivo. Para além da gritante desigualdade de gênero provocada principalmente pelo trabalho invisível, ao longo dos cerca de 30 artigos reunidos na publicação a autora convida o leitor a refletir sobre as demandas sociais desta década.
As mudanças na estrutura das organizações e nas relações de trabalho impostas pela pandemia da Covid-19 e por fenômenos climáticos são eixos norteadores, abordados em uma linguagem transversal com o objetivo de mostrar como temas da atualidade impactam diretamente na vida das mulheres. O relato emocionante de Ana Rosa Rodrigues, uma mãe que perdeu sua única filha para o suicídio decorrente da violência sexual finaliza a obra com uma mensagem de força para o leitor acerca das histórias de quem transformou sua dor em propósito. O prefácio, assinado por Marco Maida, mestre em filosofia, questiona o lugar da mulher, tema amplamente abordado em toda obra.
Segundo a autora, o fato de mais da metade dos lares brasileiros serem hoje chefiados por mulheres desmantela o castelo de ilusões em torno da emancipação feminina: “Em vez de assegurar conforto e independência, sobretudo a econômica, a conquista de postos no mercado de trabalho trouxe jornadas excessivas ao público feminino. Em alguns casos, levando muitos homens a se acomodarem, o que provoca uma série de desiquilíbrios em todo o sistema familiar. Essa condição não subtrai da mulher o acúmulo do repetitivo e enfadonho trabalho doméstico, além de toda responsabilidade pelo cuidado da família”, reforça.
Sobre a autora
Gisleine Zarbietti é jornalista, especialista em Educomunicação, produtora de conteúdo, professora e empreendedora. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em jornalismo, pós-graduada em Língua Portuguesa e graduanda em licenciatura Letras. Atuou na imprensa como repórter, editora e na implantação e gestão de projetos voltados à educação midiática. Como editora de Cultura e Educação, atuou ainda na coordenação editorial de suplementos infanto-juvenis e na capacitação de alunos e docentes sobre gêneros textuais, leitura crítica, letramento digital e informacional. Integrou a coordenação Executiva do Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e foi uma das idealizadoras do programa “Formando o Cidadão do Futuro” e do “Prêmio Professor Cidadão”. É uma das autoras do livro “Memórias de Suzano – histórias e fotos de todos os tempos, do vilarejo à cidade grande” e idealizadora da iniciativa “O feminino em (re)construção”.

A imagem da capa resume a mensagem do livro: de que o poder da feminilidade está em equilibrar força, garra e coragem com delicadeza, astúcia e sensibilidade / Foto: Reprodução da capa
















