
O Fórum Mogiano LGBT+ manifestou indignação e cobrou investigação rigorosa após a morte da mulher transexual Luana Faria da Silva Oliveira, de 29 anos, assassinada em Jundiapeba, em Mogi das Cruzes. O caso aconteceu na noite de sábado (9), e o namorado da vítima foi preso em flagrante acusado de feminicídio.
Em publicação nas redes sociais, o coletivo afirmou que o caso evidencia a violência enfrentada pela população trans e a necessidade de medidas efetivas de proteção.
“Nos solidarizamos com familiares, amigas, amigos e todas as pessoas próximas neste momento de dor irreparável. Nenhuma vida trans pode ser tratada como descartável. Nenhuma morte pode ser naturalizada”, declarou o Fórum Mogiano LGBT+.
A entidade também destacou que o Brasil segue entre os países com maior número de assassinatos de pessoas trans no mundo e pediu responsabilização dos envolvidos e políticas públicas de enfrentamento à transfobia e à violência de gênero.
Segundo informações da Polícia Militar, equipes do 17º BPM/M – 2ª Companhia foram acionadas após denúncia de que um homem teria matado a companheira dentro da residência do casal, localizada na Avenida Arnaldo Menezes de Mello, em Jundiapeba.
Os policiais seguiram até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jundiapeba, para onde a vítima havia sido socorrida. No local, familiares confirmaram a morte de Luana Faria da Silva Oliveira.
Ainda de acordo com a PM, os agentes receberam informações de que o suspeito seguia em direção à unidade de saúde sem saber que a companheira já havia morrido. Ao se aproximar da UPA, ele teria sido reconhecido por populares, que tentaram agredi-lo. O homem fugiu para uma área de mata próxima.
Com apoio de outras viaturas, o suspeito foi localizado e preso. Durante a abordagem, ele apresentava uma escoriação leve na boca e foi encaminhado inicialmente à UPA do Jardim Universo, onde recebeu atendimento médico e foi liberado em seguida.
Posteriormente, o homem foi conduzido à Central de Polícia Judiciária de Mogi das Cruzes. O delegado responsável pelo caso ratificou a prisão em flagrante e registrou boletim de ocorrência por feminicídio. O acusado permaneceu preso e à disposição da Justiça.

















