
Mogi das Cruzes recebe, entre março e abril de 2026, o projeto ´Câmera-Olho: como tudo começou?´- uma imersão gratuita na história e nas técnicas da fotografia, da era analógica à digital. A iniciativa oferece 30 horas de formação distribuídas em cinco oficinas, com atividades realizadas no Instituto Bust a Move, na Vila Brasileira.
Inspirado na celebração dos 200 anos do surgimento da primeira fotografia, comemorados em 2026, o projeto propõe um mergulho nos processos que moldaram essa linguagem ao longo dos séculos, criando um espaço democrático e acessível para crianças, jovens e adultos a partir de 8 anos, sem necessidade de experiência prévia.
As oficinas no Instituto Bust a Move acontecerão aos sábados — 14, 21 e 28 de março, além de 11 e 18 de abril — sempre às 10h. Cada oficina contará com 20 vagas, absorvidas pelos atendidos da instituição. Na abertura das atividades, será realizado um bate-papo sobre a importância do Plano Municipal de Cultura, fortalecendo o debate sobre políticas públicas culturais no município.
A programação inclui oficinas de cianotipia, câmera escura, construção de pinhole na lata, construção de câmera pinhole e fotografia digital básica, além de um workshop de fotografia de rua. Os participantes terão a oportunidade de experimentar técnicas históricas, como a câmera escura — primeiro dispositivo óptico utilizado para projeção de imagens — e a técnica pinhole, que utiliza um pequeno orifício para capturar imagens sem lentes. Também poderão realizar impressões fotográficas sem câmera por meio da cianotipia e aprender princípios de composição e edição na fotografia digital.
Para fazer inscrições para realizar as oficinas os interessados devem entrar em contato pelo whatsapp com o Instituto Bust a Move no telefone 11 94249-8684.
O projeto nasce da parceria entre as artistas visuais Amanda Silva e Beatriz Ataidio, que cresceram em bairros afastados do centro e enfrentaram a escassez de formação em artes visuais na região, precisando buscar cursos na capital. A proposta amplia o acesso à linguagem fotográfica em territórios descentralizados, especialmente na Vila Brasileira, onde o Instituto Bust a Move é reconhecido como espaço de resistência cultural. Fundado em 2015, o Instituto oferece aulas gratuitas de dança e atende atualmente cerca de 90 alunos por mês, sendo o único equipamento cultural do bairro e entorno.
Como contrapartida, será realizada uma exposição gratuita no Instituto Bust a Move para apresentar os trabalhos desenvolvidos ao longo das oficinas.














