
Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (4) a fase final da Operação Mobile Strike, com cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão contra uma organização criminosa especializada na receptação de celulares roubados e furtados. As ações ocorreram em São Paulo, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Suzano, Mauá e Hortolândia, com foco na desarticulação do núcleo financeiro e logístico do esquema.
Segundo as investigações, que duraram três meses, o grupo possuía estrutura hierarquizada, com funções definidas desde a subtração dos aparelhos — realizada pelos “roubadores” — até intermediários e revendedores que abasteciam o comércio clandestino, inclusive com envio de celulares ao exterior. A polícia estima que entre 20 e 30 aparelhos eram movimentados diariamente, “revelando o alto lucro obtido com a atividade ilícita e seu impacto direto na segurança urbana”.
A corporação mapeou o funcionamento da quadrilha com uso de tecnologias de monitoramento e cruzamento de dados. “Ao atacar os elos responsáveis pela circulação e revenda dos aparelhos, a corporação busca enfraquecer não apenas essa organização, mas também as conexões que mantêm vivo o mercado paralelo de celulares roubados”, informou a Polícia Civil.
Cerca de 110 policiais civis participam da operação. Suspeitos e materiais apreendidos foram encaminhados ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em São Paulo. Esta é a segunda fase de uma ação mais ampla contra redes envolvidas no comércio ilegal de celulares, atividade que fomenta furtos e roubos em todo o Estado.
A operação é coordenada pela Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), com apoio da 2ª Delegacia de Investigações sobre Crimes de Intervenção Estratégica, Divecar e Guarda Civil Metropolitana de São Paulo.
Polícia Civil realizou nesta terça-feira (4) a fase final da Operação Mobile Strike, com mandados cumpridos em Itaquá, Suzano e Guarulhos contra um esquema de receptação de celulares roubados. O grupo movimentava até 30 aparelhos por dia e abastecia o mercado clandestino, inclusive com envio ao exterior.















