
Mogi das Cruzes amanheceu mais triste neste sábado (16) com a notícia da morte do jornalista Darwin Valente, aos 72 anos. Respeitado por colegas de profissão, autoridades e leitores, ele dedicou cinco décadas de sua vida ao jornalismo, tornando-se um dos nomes mais importantes da comunicação no Alto Tietê.
Natural de Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, Darwin Antonio Godoy Valente nasceu em 26 de abril de 1954. Filho de Antonio Ferreira Valente e Maria Aparecida Godoy Valente, chegou a Mogi das Cruzes em 1975, movido pelo sonho de se tornar jornalista — um caminho que contrariava a tradição agrícola da família e interrompia uma carreira militar iniciada na Força Aérea Brasileira.
Assim que chegou à cidade, procurou a redação do extinto Diário de Mogi. Sem conhecer ninguém, conquistou espaço com talento, dedicação e paixão pela notícia. A oportunidade transformou-se em uma trajetória profissional histórica. Darwin Valente atuou por 50 anos no jornalismo, sendo editor-chefe do jornal O Diário de Mogi e correspondente dos jornais O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e Agência Estado.
Ao longo da carreira, Darwin acompanhou alguns dos momentos mais marcantes da história de Mogi das Cruzes e da região. Cobriu a construção da rodovia Mogi-Bertioga, o acidente que vitimou o então vereador Narciso Yague Guimarães, além de importantes processos judiciais em Brasília. Também esteve à frente de campanhas jornalísticas emblemáticas, como a luta pela duplicação da Mogi-Dutra e pela ampliação do Hospital Luzia de Pinho Melo.
Nos últimos anos, ele seguia atuando com entusiasmo e paixão pelo jornalismo. Na semana passada, comemorou a marca de 100 edições do programa “DV Cast”, realizado nos Estúdios RTV, espaço onde manteve viva sua vocação para o debate público, entrevistas e análises políticas. Sua última entrevista foi ao ar, ao vivo, na segunda-feira, dia 4 de maio, com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Mais do que um jornalista, Darwin Valente foi um contador da história. Um profissional que formou gerações, construiu pontes, inspirou colegas e ajudou a fortalecer o jornalismo regional.
Nota de redação: Deixa correr, DV. Até breve, mestre!
















