
Por Sabrina Pacca
A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes decidiu acompanhar de perto a situação do transporte escolar após a interrupção temporária do serviço registrada na última segunda-feira (15). Durante a sessão ordinária desta terça-feira (16), vereadores discutiram o tema e demonstraram preocupação com a possibilidade de novos transtornos para estudantes e famílias.
Segundo o presidente da Casa, vereador Francimário Vieira, o Farofa, a Comissão Permanente de Educação ficará responsável por monitorar o caso e manter diálogo com a Prefeitura, empresas e trabalhadores envolvidos, com o objetivo de evitar novos episódios que possam afetar o atendimento dos alunos.
A manifestação ocorre um dia após a paralisação parcial promovida por parte dos motoristas do transporte escolar, que reivindicam benefícios e melhores condições de trabalho. Apesar da mobilização, o serviço foi normalizado nesta quinta-feira, com os estudantes sendo levados às escolas e retornando para casa sem necessidade de intervenção emergencial por parte da administração municipal.
Na sessão, vereadores ressaltaram a importância do transporte escolar para centenas de estudantes da rede municipal, especialmente aqueles que residem em áreas mais afastadas, e defenderam que as negociações entre trabalhadores, empresas e Prefeitura avancem para garantir estabilidade ao serviço, mas que o Legislativo também precisa ser informado a respeito.
Remuneração
A remuneração dos motoristas do transporte escolar está no centro das discussões envolvendo a categoria, principalmente na questão das horas extras feitas por eles, o que, certamente, acaba elevando seus salários e que está sendo alvo de investigação por parte da Controladoria Geral do Município.
Em Mogi, um motorista do transporte escolar tem um dos maiores salários do País na categoria: R$ 4.229,48 mensais. Em seguida aparecem Jundiaí, com R$ 4.148,84, Suzano, com R$ 3.548,13, e Mauá, com R$ 3.288,87. Já municípios como Guarulhos (R$ 2.047,56), Bauru (R$ 1.977,72), Serra Negra (R$ 1.974,64), Itapeva (R$ 1.947,19) e Santa Branca (R$ 1.758,32) apresentam remunerações inferiores. A convenção coletiva da categoria prevê salário de R$ 2.354,22 para motoristas vinculados ao transporte escolar na capital paulista e região.

















