
A escolha dos municípios que integram a primeira etapa considerou dados da Secretaria da Segurança Pública sobre as regiões com maior número de boletins de ocorrência relacionados à violência contra a mulher.
Coordenado pela Secretaria de Políticas para a Mulher, em parceria com as secretarias da Educação e da Segurança Pública, o programa prevê a presença de delegadas de polícia nas unidades de ensino para conversar com estudantes do Ensino Médio, professores, gestores e demais servidores.
Nesta primeira fase, serão 168 ações presenciais, com encontros programados em três escolas de cada cidade. As equipes vão abordar temas como a Lei Maria da Penha, os diferentes tipos de violência contra a mulher, sinais de alerta, formas de proteção, rede de apoio e canais de denúncia.
“A escola é um espaço fundamental não apenas para formar e informar, mas também para acolher e ajudar a identificar os primeiros sinais de violência. O Não se Cale Vai à Escola fortalece essa rede ao dar ferramentas práticas a professores e estudantes para reconhecerem comportamentos abusivos, saberem exatamente como buscar apoio e promoverem a cultura do respeito desde cedo”, afirma a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.
“A proteção das mulheres também começa pela prevenção e pela informação. Quando levamos esse debate para dentro das escolas, ajudamos os jovens a identificar comportamentos abusivos, conhecer os canais de denúncia e entender que a violência não pode ser naturalizada. Segurança pública também se faz assim: com as polícias, a Educação e toda a rede de proteção trabalhando juntas”, afirma o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
“Este acordo é uma iniciativa fundamental para unir esforços no enfrentamento da violência contra mulheres e meninas. Levar informação à rede de ensino e à comunidade é o primeiro passo para prevenir e romper ciclos de violência, tornando nossas escolas e famílias espaços mais seguros e acolhedores”, afirma o secretário da Educação, Renato Feder.
“As Delegacias de Defesa da Mulher recebem diariamente relatos que mostram como o silêncio e o desconhecimento sobre os canais de proteção agravam situações de violência. O Não se Cale Vai à Escola aproxima a Polícia Civil da juventude paulista em um momento decisivo, ensinando meninas e meninos a reconhecer o abuso e a buscar ajuda”, destaca Cristiane Braga, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
SP Por Todas
Com duração prevista de 24 meses, o programa faz parte do “SP Por Todas”, iniciativa do Governo de São Paulo que reúne ações voltadas à proteção, à saúde e à autonomia das mulheres.
A proposta busca ampliar a prevenção à violência de gênero por meio da aproximação entre as escolas, os serviços de segurança e a rede de proteção. Ao levar o tema para o ambiente escolar, o Estado pretende ampliar o acesso de adolescentes e profissionais da educação a informações que podem contribuir para o reconhecimento de situações de violência e para a busca de ajuda.














