
O trabalho está sendo realizado por alunos do Programa Oficina Escola de Patrimônio Cultural (POEP), que promove formação prática e teórica em restauro, conservação e técnicas construtivas tradicionais. A iniciativa integra as comemorações pelo Dia Nacional da Imigração Japonesa, celebrado em 18 de junho, data que marca a chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil a bordo do navio Kasato Maru, em 1908.

Oficina Escola promove recuperação da Casa do Imigrante, instalada no Parque Centenário (Foto: PMMC)
Promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, o programa oferece aos participantes a oportunidade de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula.
Segundo a secretária municipal de Cultura, Eliana Mangini, os alunos passaram por uma preparação teórica antes de iniciar as atividades de campo. Eles receberam orientações sobre restauro, técnicas construtivas, educação patrimonial, utilização de ferramentas e equipamentos de proteção individual.
“Os alunos estão sendo supervisionados pelo arquiteto e professor Edison Hiroyama e por dois monitores, que foram contratados da primeira turma do programa para auxiliar no aprendizado da nova turma”, destacou a secretária.
Coordenado pelo Departamento de Patrimônio Cultural, sob responsabilidade do diretor Ubirajara Nunes, o projeto prevê a reconstrução das paredes de pau-a-pique da Casa do Imigrante, utilizando técnicas tradicionais. O imóvel também terá a cobertura restaurada com materiais como sapê ou piaçava, respeitando as características originais da construção.
As atividades práticas começaram em 1º de junho e devem ser concluídas até o próximo dia 18, quando serão celebrados os 118 anos da imigração japonesa no Brasil.
Após a revitalização, a Casa do Imigrante passará a abrigar ferramentas agrícolas utilizadas pelas primeiras famílias japonesas que se estabeleceram em Mogi das Cruzes, fortalecendo a preservação da memória da comunidade que ajudou a construir a história do município.
Além da recuperação do patrimônio histórico, o Programa Oficina Escola de Patrimônio Cultural tem como objetivo ampliar oportunidades de formação profissional. Previsto no Plano Municipal de Cultura, o projeto oferece 15 vagas com bolsa-auxílio para pessoas em situação de vulnerabilidade social, além de cinco vagas para alunos ouvintes das áreas de Arquitetura, Engenharia e Edificações.
O curso aborda temas como economia solidária, plano de negócios, marcenaria, pintura, técnicas construtivas tradicionais e conservação de imóveis históricos. As aulas são realizadas no Museu Mogiano, no Casarão do Carmo, e seguem até novembro, com formatura prevista para dezembro.
A iniciativa reforça o compromisso do município com a preservação de seu patrimônio cultural, ao mesmo tempo em que promove inclusão social e capacitação profissional para novos restauradores.















