
Segundo especialistas, as mudanças naturais no organismo da gestante podem aumentar a vulnerabilidade a determinadas infecções, tornando ainda mais importante a manutenção da carteira de vacinação atualizada.
“Durante a gestação, o organismo da mulher passa por adaptações que podem aumentar a suscetibilidade a algumas infecções. Quando não prevenidas adequadamente, essas doenças podem trazer riscos tanto para a mãe quanto para o bebê, incluindo complicações respiratórias, internações, parto prematuro e, em alguns casos, infecções congênitas e outras consequências graves para o recém-nascido”, explica Juliana Matos, coordenadora executiva de Atenção Primária à Saúde da Prefeitura de Mogi das Cruzes.
Além de proteger a gestante, a vacinação também beneficia diretamente o bebê. Os anticorpos produzidos pela mãe são transmitidos pela placenta durante a gravidez e posteriormente pelo leite materno, fortalecendo a imunidade da criança nos primeiros meses de vida.
Entre as vacinas recomendadas durante o pré-natal estão a dTpa (difteria, tétano e coqueluche), indicada a partir da 20ª semana de gestação; a vacina contra a gripe, que pode ser aplicada em qualquer fase da gravidez; a hepatite B, para mulheres que ainda não completaram o esquema vacinal; e a vacina contra a Covid-19, recomendada para gestantes e puérperas por integrarem um grupo mais vulnerável às complicações da doença.
Todas as doses estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) do município. A orientação é que as futuras mães realizem regularmente o acompanhamento pré-natal e mantenham a caderneta de vacinação atualizada.
Nova maternidade
O atendimento às gestantes da cidade ganhou um reforço com a transferência do programa Mãe Mogiana para a nova Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa, em Braz Cubas. Desde o último dia 25 de maio, as pacientes passaram a ser acompanhadas na unidade, considerada pela administração municipal o mais moderno complexo materno-infantil público do Alto Tietê.
O programa reúne em um único espaço consultas, exames, vacinação, Banco de Leite Humano e atendimento multiprofissional nas áreas de obstetrícia, pediatria, psicologia, nutrição, assistência social e fonoaudiologia.
“Todas as mães do programa Mãe Mogiana já estão sendo atendidas na maternidade, onde já estão sendo aplicadas todas as vacinas necessárias nas gestantes e, em breve, nos bebês”, destaca a secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi.
A expectativa é que a maternidade inicie a realização de partos em agosto.
Atendimento humanizado
A nova Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa possui sete andares, 90 leitos, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, salas de pré-parto, parto e pós-parto, além de alojamento conjunto e equipamentos de última geração.
A unidade terá capacidade para realizar cerca de 400 partos por mês e atender aproximadamente 2 mil ocorrências obstétricas de urgência mensalmente.
Entre os diferenciais estão a chamada Janela da Vida, espaço que permitirá aos familiares verem o bebê logo após o nascimento, e a Sala Lilás, destinada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência.
A proposta da unidade é oferecer atendimento humanizado desde o pré-natal até o pós-parto, com equipe multiprofissional, incentivo à amamentação, elaboração do plano de parto e acompanhamento integrado das gestantes. A gestão do hospital é realizada pelo Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz (Ishaoc), por meio de parceria com a Prefeitura de Mogi das Cruzes.

















