terça, 28 de abril de 2026 Anuncie
Vanguarda Alto Tietê
Foto: Divulgação

Dise de Mogi das Cruzes prende seis pessoas por ligação entre facção criminosa e prefeituras

Nesta segunda-feira (27), seis pessoas acusadas de envolvimento com uma facção criminosa foram presas durante a Operação Contaminatio, da Polícia Civil de São Paulo, pela Dise de Mogi das Cruzes. Entre elas, está um homem chamado Joel Ferreira de Souza e outro, Thiago Rocha de Paula – esse é ex-funcionário da Secretaria de Educação de Mogi na gestão do ex-prefeito Caio Cunha e ex-vereador de Santo André. Eles foram detidos sob suspeita de tentar lavar dinheiro obtido principalmente com o tráfico de drogas junto a prefeituras do Estado, especialmente no ABC.

A ação também cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e resultou no bloqueio de mais de R$ 513 milhões em bens e ativos. Entre os casos de busca e apreensão, a Vanguarda levantou que está o do diretor da Fundação ABC, Pedro Sena, em Santo André. Outros nomes de presos não foram relevados.

As investigações são desdobramento da Operação Decurio, realizada em agosto de 2024, quando a polícia apreendeu dispositivos eletrônicos que revelaram um esquema sofisticado de movimentação financeira ilícita. A partir da análise do material e de dados de inteligência financeira, os agentes identificaram não apenas a atuação no tráfico de drogas, mas também uma estrutura organizada para lavar recursos provenientes de diversas atividades criminosas.

Thiago Rocha de Paula ocupou o cargo de diretor do Departamento de Subvenções na Secretaria de Educação de Mogi das Cruzes entre janeiro e março de 2023, com salário de aproximadamente R$ 11 mil. Em seguida, foi readmitido como diretor do Departamento de Atendimento ao Cidadão, função que exerceu entre abril e agosto do mesmo ano.

Segundo a polícia, a organização criminosa avançou na criação de um “núcleo político”, com o objetivo de acessar recursos públicos e ampliar sua atuação, especialmente no ABC e Thiago teve relevante participação nisso.

Eleições 2024

O delegado Fabrício Intelizano afirmou que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) teria atuado para tentar se infiltrar nas eleições municipais de 2024, com o objetivo de lançar ou apoiar candidatos a cargos políticos de Mogi das Cruzes. A conclusão faz parte das investigações que resultaram na Operação Decurio, antecessora da Operação Contaminatio.

Segundo a apuração, o núcleo seria liderado por João Gabriel de Mello Yamawaki, apontado como um dos responsáveis por um dos maiores esquemas de lavagem de dinheiro atribuídos ao PCC. Ele teve a prisão decretada, na época.

Publicado em: 27 de abril de 2026

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