sábado, 14 de fevereiro de 2026 Anuncie
Vanguarda Alto Tietê
Foto: Maria Salas

Tragédia com fogo marca baile Abre-Alas no Clube de Campo de Mogi na noite de sexta-feira (13)

Por Maria Salas

A tradicional festa que abre o Carnaval de clubes em Mogi das Cruzes foi marcada por momentos de desespero na noite desta sexta-feira (13), data tradicionalmente associada ao azar e ao mau agouro no imaginário popular. O aguardado Baile Abre-Alas, realizado no Salão Social “Wilson Cury”, no Clube de Campo de Mogi das Cruzes (CCMC), foi marcado sob o impacto de um grave incidente envolvendo fogo e deixou uma colaboradora do bufê com queimaduras severas e alguns convidados igualmente machucados. A reportagem da Vanguarda acompanhou o caso presencialmente, já que havia sido convidada pela nova diretoria do clube para realizar a cobertura do evento.

Animada por Anderson Cici e Banda, a festa reunia cerca de 500 convidados e celebrava a abertura oficial do Carnaval no clube, sob a nova presidência de Waldir Fernandes da Costa e da diretora social Maria Claudia Longato. O evento transcorria normalmente até pouco depois da meia-noite, quando acontecia a premiação das melhores fantasias.

O que muitos pensaram, à primeira vista, tratar-se de um efeito pirotécnico fazia parte, na verdade, de um incêndio. As chamas começaram em uma das ilhas de alimentação instaladas no salão, onde estavam dispostos os réchauds com os pratos servidos aos convidados. Segundo apurado, no momento da reposição de um dos equipamentos, houve uma combustão inesperada.

A colaboradora do bufê, que manuseava etanol para aquecer o réchaud, foi atingida em cheio. De acordo com informações obtidas no local, ela sofreu queimadura de terceiro grau. Já o irmão da vítima, em informação publicada em uma rede social, as queimaduras atingiram 60% do corpo; e a Santa Casa, por sua vez, informou (também em sua página) que a área afetada corresponde a 31,5% do corpo (leia a nota abaixo). A vítima foi socorrida imediatamente e levada pela ambulância que estava de prontidão em frente ao clube até a Santa Casa de Mogi, onde segue até então. No momento, segundo apurado pela reportagem, aguarda transferência para um hospital de referência em tratamento de queimados na Capital.

Momentos de tensão marcaram o socorro. Testemunhas relataram que a jovem, tomada pelas chamas, foi amparada por pessoas próximas e enrolada em uma toalha de mesa. Nesse momento, os convidados corriam para se proteger do fogo e outros, já machucados, tentavam se livrar das chamas.

Além da colaboradora , um pequeno grupo de convidados que estava próximo à ilha foi atingido, com danos principalmente às roupas e ferimentos de menor gravidade. Uma moça, que foi deitada no chão, gritava e chorava de dor. Na tentativa de ajudar, jogaram água e gelo para tentar conter o fogo e aliviar o sofrimento até que ela se estabilizasse para levá-la ao hospital.

O incêndio foi controlado rapidamente pela equipe interna do clube, com o uso de extintores. A localização da ilha, próxima a uma área de acesso aberto (do lado direito de quem entra ao salão), pode ter contribuído para que as chamas não se alastrassem, além do rápido socorro, embora ali, parecesse uma eternidade.

Após o socorro às vítimas, a equipe do bufê realizou a limpeza da área. Ainda assim, toalhas queimadas e marcas do fogo permaneceram visíveis diante das mesas posicionadas próximas ao local do incidente.

Depois que a situação foi controlada e os feridos encaminhados, o presidente do CCMC subiu ao palco para tranquilizar os convidados e informou que a festa teria continuidade. O baile seguiu com a premiação das melhores fantasias, a entrada de uma bateria de escola de samba e, posteriormente, com o encerramento do show, por volta das 2h.

A tragédia poderia ter tomado proporções ainda mais graves. A ilha onde ocorreu a combustão estava posicionada próxima a uma área com acesso aberto, o que pode ter ajudado a dissipar o calor e conter o avanço das chamas. Em outros eventos, porém, estruturas semelhantes costumam ser instaladas diante de paredes de vidro — que poderiam estilhaçar com o impacto do calor — ou em ambientes com grande quantidade de tecidos na decoração, materiais altamente inflamáveis. Já houve festas em que ilhas com réchauds foram montadas exatamente nessas condições. Diante desse cenário, fica a reflexão: o desfecho poderia ter sido ainda pior.

Em nota oficial, o Clube de Campo de Mogi das Cruzes se manifestou sobre o ocorrido:

“O Clube de Campo de Mogi das Cruzes (CCMC) informa que, durante o evento Abre Alas, realizado na noite dessa sexta-feira (13), no Salão Social “Wilson Cury”, ocorreu uma combustão inesperada no momento da reposição de um réchaud, atingindo uma colaboradora do buffet contratado e alguns convidados que estavam próximos da estrutura.

Os envolvidos no incidente foram prontamente atendidos e encaminhados para avaliação médica. Neste momento, todos seguem em recuperação. A Diretoria-Executiva do CCMC permanece acompanhando o caso e em contato com as pessoas atingidas.

O incidente de ontem foi caso isolado. Vale ressaltar que todas as medidas de segurança inerentes a eventos são adotadas rigorosamente pelo Clube de Campo.”

A Santa Casa de Mogi emitiu o boletim médico sobre o estado de saúde da colaboradora do bufê. Leia:

“De acordo com Boletim Médico divulgado na tarde deste sábado (14) pela Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes-SP, passa bem a funcionária do buffet responsável pelos serviços prestados em evento do Clube de Campo, na noite dessa sexta-feira (13), oportunidade em que ocorreu um acidente de trabalho.

Segundo a Santa Casa, a paciente sofreu queimaduras em 31,5% do corpo, recebeu o atendimento de urgência e de emergência na filantrópica, seguindo protocolos-padrão para assistência a queimados, e, neste momento, aguarda o Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo (Siresp) designar a transferência para hospital especializado – para melhor suporte médico do caso.

O imediato socorro prestado, assim como o acolhimento do Clube de Campo, a mobilização assertiva dos profissionais da Santa Casa e o empenho das equipes Médica e de Enfermagem do Pronto-Socorro (PS) foram decisivos para o atendimento à paciente.

O CCMC reitera que adota todos os padrões de segurança para a realização de eventos e que segue à disposição dos familiares e das vítimas do incidente ocorrido ontem – sendo, inclusive, o primeiro e único registrado em mais de 68 anos de existência da entidade.”.

A reportagem da Vanguarda segue acompanhando o caso e trará mais informações em breve.

Publicado em: 14 de fevereiro de 2026

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