
Silvia Chimello
As tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump seguem provocando efeitos na economia global — e as indústrias do Alto Tietê já começam a sentir os reflexos da medida. Segundo o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) do Alto Tietê, as ações protecionistas norte-americanas comprometem a previsibilidade dos mercados e têm desorganizado cadeias produtivas inteiras.
No caso do Brasil, as tarifas aplicadas pelos EUA chegam a 10% para a maioria dos produtos, mas são mais severas para o aço e o alumínio, que permanecem com uma alíquota de 25%. Embora os efeitos ainda estejam sendo avaliados com mais precisão no9 Alto Tietê, a direção regional do Ciesp aponta que a indústria já enfrenta um cenário de atenção e cautela.
“É importante estudar em profundidade os impactos, oportunidades e riscos, e buscar alternativas para ampliar a competitividade dos produtos nacionais e regionais”, afirma o diretor regional do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro. Na opinião dele, também é necessário intensificar esforços diplomáticos para buscar equilíbrio nas relações comerciais com os Estados Unidos.
Apesar dos efeitos negativos, o cenário não é apenas de perdas. Caseiro destaca que há, sim, janelas de oportunidade sendo abertas em outros mercados globais. “Essas mudanças no cenário internacional também abrem espaço para o fortalecimento da presença brasileira em mercados parceiros e em regiões que buscam alternativas aos produtos norte-americanos.”
A entidade ainda não divulgou números específicos sobre queda nas exportações ou nos setores mais afetados na região, mas reforça que o momento é de análise e adaptação estratégica para manter a competitividade do setor industrial.














