
Silvia Chimello
A delegacia regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Alto Tietê registrou, em setembro, uma queda de 5,3% nas exportações em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume exportado pela região somou US$ 727 milhões, resultado influenciado pelo “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos, que, desde o dia 1º de agosto, passaram a taxar em 50% os produtos brasileiros.
De acordo com o Ciesp, a decisão do governo americano, chefiado pelo presidente Donald Trump, tem gerado reflexos em todo o mundo, afetando as cadeias produtivas globais e impactando diretamente o desempenho das indústrias exportadoras do Alto Tietê.
Apesar da queda, o diretor regional do Ciesp, José Francisco Caseiro, observa que os Estados Unidos seguem como o principal destino das exportações regionais, com US$ 186 milhões em produtos adquiridos em setembro.
De acordo com ele, a diversidade produtiva é uma vantagem competitiva do Alto Tietê, por evitar a dependência de um único setor e contribuir para mitigar os impactos econômicos.
Caseiro explica ainda que a entidade tem acompanhado de forma estratégica o cenário internacional e atuado para apoiar os empresários locais, buscando alternativas e soluções que reduzam eventuais efeitos sobre a atividade produtiva. “Acreditamos que o diálogo e a diplomacia seguirão sendo fundamentais para manter o equilíbrio nas relações comerciais com os Estados Unidos.”, diz ele.
Pedágios
Além das questões externas, outro fator que preocupa o setor industrial é a implantação dos pedágios pelo sistema free flow que está instalando nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga, prevista para começar em novembro.
O diretor regional alega que a entidade mantém uma posição técnica e contrária à instalação dos equipamentos, por entender que essa cobrança pode impactar a competitividade e o custo logístico das empresas locais.
Em relação à instalação de pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga, o diretor lembra que, desde o início, o Ciesp tem se posicionado de maneira técnica e contundente contrária à implantação dos equipamentos, sempre em defesa dos interesses da indústria e do desenvolvimento econômico regional.
“A entidade não se exime de discutir ou, quando necessário, confrontar situações que impactam o setor, buscando alternativas e diálogo para evitar e minimizar os prejuízos para o setor, que é um importante motor da economia regional”, reforça Caseiro.














