
Mogi das Cruzes, com sua tradição musical e compromisso com a formação cidadã por meio da cultura, segue sendo solo fértil para sonhos que ecoam muito além das partituras. Da periferia mogiana aos palcos internacionais, as histórias de Otávio Vinícius (trompete), João Redondo (violino) e John Neves (fagote) são prova concreta de como a cultura pode mudar destinos. Formados em projetos socioculturais de base, os três jovens hoje integram o prestigiado programa de intercâmbio musical da Escola de Música do Estado de São Paulo em parceria com a Academia de Ópera da França.
Criados em comunidades da região, eles deram os primeiros passos na música em iniciativas como Pra Ver a Banda Passar, Filarmônica da Esperança, Pequenos Músicos e o inesquecível Canarinhos do Itapety — projeto que marcou gerações e se tornou símbolo da educação musical em Mogi das Cruzes. Suas trajetórias refletem o poder de transformação promovido pelo acesso à arte e ao ensino de qualidade, mesmo em contextos de vulnerabilidade social.
“Esses jovens são espelho de tudo que a cultura pode proporcionar: disciplina, pertencimento, autoestima e oportunidade. O caminho deles é motivo de orgulho para toda a cidade”, destaca o maestro Cléber Felipe Harmon, outro exemplo de talento moldado por esses projetos. Ex-integrante do Canarinhos do Itapety, Cléber vem acumulando reconhecimento internacional como regente convidado no México, Guatemala e Itália. Em outubro, ele será um dos participantes do Girton Conductor Course, curso avançado de regência na University of Chichester, na Inglaterra.
Cléber também atua à frente de orquestras, corais e ações pedagógicas em Mogi e outras cidades, reforçando o impacto social da música como ferramenta educativa. “Investir em cultura é investir em futuro. E esses jovens são a prova viva de que vale a pena”, afirma.
















