
Por Maria Salas
O batuque vai ecoar pelas ruas do Centro de Mogi das Cruzes nesta sexta-feira (13). O Suburbloco realiza a 16ª edição do seu tradicional Cortejo de Maracatu, em que cultura, ancestralidade e alegria tomam conta da cidade e prometem uma noite especial para toda a família.
A concentração começa às 19 horas, na Praça Monsenhor Roque Pinto de Barros, 360, no Centro, em frente ao Centro Cultural. Às 20 horas, os integrantes saem em cortejo pelas ruas centrais da Cidade, ao som do ritmo marcante do Maracatu de Baque Virado – manifestação cultural originária de Recife (PE), segundo a coordenadora do Grupo Suburbaque Maracatu.O encerramento está previsto para as 22 horas, novamente na região central.
De acordo com Mônica, esta é a 16ª edição do Suburbloco, que participa do Carnaval mogiano desde 2009. “Todas as pessoas que gostam de Maracatu estão convidadas para acompanhar o Cortejo. Convidamos para brincar conosco e viver essa experiência”, destaca. Crianças podem participar, desde que acompanhadas pelos responsáveis.
O Suburbloco é o nome dado ao cortejo carnavalesco do Grupo Suburbaque Maracatu, criado por amigos que se reuniram para estudar e vivenciar o Maracatu. “O coletivo não possui número fixo de integrantes e está sempre aberto a novos aprendizes, alguns deles, inclusive, estarão presentes neste Carnaval.”, revela Mônica.
O grande diferencial do grupo, idealizado por Thiago Fernandes Castro, é justamente a preservação e divulgação do Maracatu de Baque Virado, expressão cultural afro-brasileira que resiste ao tempo e mantém viva a tradição pernambucana em solo mogiano. “Mais do que um desfile, o cortejo é um ato de celebração cultural e de ocupação artística das ruas.”, diz a coordenadora do Suburbaque.
O Carnaval de Mogi já começou a espalhar alegria pela cidade. No último dia 7, a Combuca da Judite animou o público mesmo debaixo de chuva. Após o cortejo do dia 13, o Suburbloco volta a se reunir com os demais blocos no dia 17 de fevereiro, na mesma praça do Centro Cultural, para encerrar oficialmente a programação.
Apesar do clima festivo, Mônica ressalta que muitos foliões sentem falta dos desfiles das escolas de samba. “É uma pena que as escolas não tenham conseguido desfilar. Muitas pessoas gostam e sentem falta”, comenta.
Ainda assim, a programação com os blocos mantém viva a energia carnavalesca e convida a população a ocupar as ruas com respeito, alegria e espírito comunitário. “A proposta é simples: reunir amigos, levar a família, vestir uma roupa colorida e deixar o coração seguir o ritmo dos tambores”, finaliza.
O Carnaval de rua agita Mogi das Cruzes com blocos independentes e programação para todos os públicos. No sábado (14), o Cordão Entruído da Vó leva marchinhas e consciência ambiental às ruas de Mogi.


















