
Por Maria Salas
O mês de setembro chega com uma energia vibrante ao Sesc Mogi das Cruzes, que preparou uma programação cultural ampla, repleta de música, teatro, oficinas e vivências. O destaque musical, no Espaço Geodésica, fica por conta do premiado cantor recifense Johnny Hooker, que apresenta no dia 20 de setembro (sábado), às 19h, a turnê comemorativa “Macumba 10 anos” para celebrar uma década do álbum autoral “Eu Vou Fazer uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito!”, vencedor do Prêmio da Música Brasileira de Melhor Cantor.
O espetáculo revisita as canções que marcaram sua estreia e traz sucessos que consolidaram a carreira do artista, conhecido por sua performance intensa e estilo que mistura pop, rock e MPB. Os ingressos variam entre R$ 18 e R$ 60 e estão disponíveis pelo aplicativo Credencial Sesc SP e pelo portal da instituição. (leia mais sobre Johnny Hooker no fim da matéria).
Além de Johnny Hooker, o mês traz uma série de atrações para diferentes públicos. O teatro ganha destaque com a apresentação “A Casa de Farinha de Gonzagão”, uma homenagem à vida e à obra do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, no dia 13 de setembro, às 19h, com entrada gratuita.
Vell Rangel cantará clássicos do reggae brasileiro e internacional, mesclados com seu acervo autoral. O show relembra grandes nomes como Bob Marley & The Wailers, Natiruts, Gladiators e Edson Gomes, nesta quinta-feira (11), às 20 horas. A entrada é gratuita.
O grupo Sulnascente – Corações, Astros, Pássaros e Insetos apresenta, no dia 14 de setembro, às 16h, um show vibrante e gratuito, com energia que potencializa ritmos, melodias e poesias de suas composições. No repertório, músicas como Deuses Anônimos, Porque Tanta Pressa, Tuas Mãos, Feminina Oração e O Vento a Favor, que mesclam jazz, ritmos latino-americanos e MPB.
No dia 18 de setembro, Emy Marques e Banda traz repertório variado com muito swing, interpretando clássicos da MPB, do pop internacional, além de temas de blues e jazz, a partir das 20h, com a entrada gratuita. Ela já se apresentou com a Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes e foi backing vocal de Gloria Groove em turnês pelo Brasil.
No domingo (21), às 16h, Dessa Ferreira apresenta músicas do álbum Pulso. A artista apresenta canções do álbum que reflete suas raízes negras e indígenas. O show combina canto, tambores, samples, pedais, guitarra e synths, resultando em uma experiência pulsante de música afro-indígena contemporânea. A entrada também é gratuita.
A Banda Dança Dazz Cabeças convida o público a uma viagem instrumental por músicas populares que transitam entre Milton Nascimento, Herbie Hancock, Beatles e Jeff Beck, em interpretações que exploram diferentes gêneros musicais, no dia 25 (quinta-feira), às 20 horas.
A cantora e compositora sergipana Héloa canta Marisa Monte – Amor: Palavra Que Liberta, no dia 28 de setembro, ]ás 16h. Ela homenageia os 25 anos do álbum “Memórias, Crônicas e Declarações de Amor”, de Marisa Monte. No show, clássicos como Amor I Love You, Não É Fácil, O Que Me Importa e Gentileza ganham novos arranjos com sotaque nordestino, passando pelo xote, quadrilha e forró pé de serra. Acompanhada de banda majoritariamente feminina, Héloa mistura ritmos afro-indígenas, forró e dub, reforçando o protagonismo feminino na música.

Héloa canta Marisa Monte – Amor: Palavra Que Liberta
Moção de repúdio entra em votação na Câmara
Enquanto os fãs se preparam para celebrar os dez anos de carreira do artista, a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes incluiu na pauta desta terça-feira (9) a Moção nº 152/2025, de autoria do vereador Felipe Lintz. O documento propõe repúdio às manifestações de blasfêmia contra a fé cristã atribuídas a Johnny Hooker. A matéria será discutida e votada em única sessão.
No entanto, o artista nunca declarou que “Jesus é travesti”, como foi amplamente divulgado em redes sociais. A confusão remonta ao cancelamento, em 2018, do espetáculo “O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu”, protagonizado pela atriz trans Renata Carvalho, que retratava Jesus como uma travesti. À época, Hooker defendeu o direito à liberdade de expressão e posicionou-se contra a homofobia e a transfobia, o que acabou sendo mal interpretado por alguns setores.
















