terça, 27 de janeiro de 2026 Anuncie
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Foto: reprodução internet

Produtos alimentícios estão pesando muito nos bolsos dos brasileiros; em Mogi, consumidores reclamam

Por Sabrina Pacca

A estratégica maneira de se puxar um assunto com pessoas desconhecidas num ponto de ônibus, fila da lotérica ou consultório médico sempre esteve ligada ao clima. Vai chover, né? Acho que o sol está forte demais! Porém, nos últimos meses, o brasileiro está substituindo essa conversa de elevador pelas reclamações a respeito dos preços dos produtos alimentícios.

Fazer uma compra de supermercado, atualmente, está cada vez mais difícil. Há muitas razões para a alta nos preços, de problemas em países estrangeiros com as safras, até sazonalidades, mas a sensação que se tem é de que está tudo muito caro mesmo e que o dinheiro que se ganha não basta.

Em Mogi das Cruzes não é diferente. O preço médio de um saco de arroz de cinco quilos está R$ 30,00. Um quilo de feijão está custando R$ 6,00 e o óleo de soja voltou a ter o preço que pagávamos durante a Pandemia, chegando a custar mais de R$ 8,00 em alguns supermercados.

´Tudo está muito caro mesmo. Os legumes também subiram e as carnes, então, especialmente a bovina, não está dando mais para comprar no dia a dia, só em ocasiões especiais`, afirma a dona de casa, Angela Siqueira Farias, 52 anos, moradora no Parque Santana.

A reclamação dela sobre o preço da carne é uma queixa comum entre os clientes. Não é para menos. Há três meses, um quilo de acém custava R$ 25,00 em média. Hoje está custando R$ 35,00. O coxão mole que antes estava R$ 29,00 o quilo, agora custa quase R$ 40,00. Carnes consideradas mais nobres, como o alcatra chega a custar R$ 50,00 um único quilo e a tão desejada picanha, para o churrasco do final de semana (que já não é tão frequente assim) alcançou o valor de mais de R$ 100,00 o quilo.

´Estamos optando mais em consumir frango e carne de porco, que também tiveram aumento, mas que ainda cabe no bolso de algumas pessoas. A salsicha e linguiça também está mais presente na mesa, ao contrário do que manda a boa nutrição, né? Mas fazer o que? Precisamos continuar comendo`, destacou a secretária Iara Gomes, 36 anos.

Alguns produtos já estavam sofrendo a alta dos preços há meses, como o azeite de oliva, por exemplo, que uma garrafa de 500 ml pode chegar a R$ 200,00 (produto de luxo), mas que a média de preço de marcas populares é de R$ 40,00 a garrafa de meio litro.

Queijos e frios em geral também estão caros e sendo consumidos cada vez menos. ´Não dá para comprar queijo mussarela. Está mais de R$ 5,50 cada 100 gramas e isso é um absurdo. Os outros tipos, então, nem passo perto. Aquele misto quente que todo mundo gosta já é artigo de luxo`, lamenta o professor Henrique Sales Martins da Costa, 42.

Reforma Tributária

O presidente Lula deve esperar até próximo do limite legal de 16 de janeiro para sancionar o principal projeto de regulamentação da reforma tributária (PLP 68/2024). O texto aprovado pelo Congresso em dezembro institui os futuros impostos sobre consumo CBS (federal) e IBS (estadual e municipal). Ele também prevê a isenção total ou parcial de impostos de uma cesta básica que inclui todos os tipos de carne bovina, suína, aves ou peixes, mas a aplicação disso ainda será gradual, ao longo dos próximos cinco anos, e o consumidor deve demorar a sentir os reflexos nos supermercados.

 

Publicado em: 8 de janeiro de 2025

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