
Um fato incomum movimentou a Santa Casa de Mogi das Cruzes na tarde desta quarta-feira (24), quando um homem usando tornozeleira eletrônica teve que ir às pressas para o hospital após engolir intencionalmente um aparelho celular. O caso, que parece saído de roteiro de filme, revela os extremos a que alguns detentos chegam para tentar burlar o sistema prisional.
De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe médica da Santa Casa de Mogi das Cruzes acionou as autoridades após realizar uma cirurgia de emergência no paciente, durante a qual foi retirado um smartphone completo, cuidadosamente enrolado em fita preta. O procedimento cirúrgico foi necessário porque o objeto havia causado uma obstrução intestinal grave, colocando em risco a vida do indivíduo.
Durante o atendimento, o homem – que era procurado pela Justiça por não retornar ao sistema prisional – confessou aos médicos e policiais que havia engolido o aparelho no último domingo (21), mas que começou a sentir fortes dores e não conseguia expelir o dispositivo naturalmente. A situação se agravou a ponto de exigir intervenção médica imediata.

Aparelho estava enrolado em uma fita preta (Foto: Divulgação PM)
Após a cirurgia bem-sucedida e a recuperação inicial, tanto o paciente quanto o celular – agora considerado prova material – foram levados ao Distrito Policial para os procedimentos cabíveis. O aparelho será periciado para verificar se havia sido usado para fins ilícitos durante o período em que o detento estava em liberdade condicional.
O homem, cuja identidade foi preservada por questões legais, foi imediatamente reconduzido ao sistema prisional e responderá por novos crimes além daqueles que já o mantinham preso. A Justiça já havia emitido mandado de prisão contra ele por não ter retornado à prisão dentro do prazo estabelecido para sua saída temporária.
Especialistas em segurança pública alertam que casos como este demonstram a necessidade de revisão dos protocolos de fiscalização durante as saídas temporárias de detentos, especialmente aqueles que já apresentam histórico de descumprimento das regras do sistema prisional.















