
A Prefeitura de Mogi das Cruzes deu início à implantação do sistema de coleta e tratamento de esgoto no Jardim Nove de Julho, no distrito de Jundiapeba. A obra representa um investimento de R$ 12,2 milhões, custeado integralmente com recursos a fundo perdido do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). A prefeita Mara Bertaiolli e o diretor-geral do Semae, José Luiz Furtado, vistoriaram o início dos trabalhos no dia 22 de maio.
A intervenção faz parte da meta de universalização do saneamento no município e está inserida em um contexto mais amplo de ampliação da infraestrutura de esgotamento sanitário em regiões que ainda não contam com o serviço. Recentemente, a Câmara Municipal aprovou um convênio com o Governo do Estado para um investimento de R$ 260 milhões no setor — o maior da história da cidade.
No Jardim Nove de Julho, serão implantados 6.440 metros de redes coletoras, uma estação elevatória, 511 metros de linha de recalque, 102 poços de visita e 560 ligações domiciliares, beneficiando cerca de 1.500 moradores. A previsão de conclusão é em 2026. O esgoto será bombeado para a elevatória do Jardim Santos Dumont III e, de lá, seguirá para tratamento na estação da Sabesp em Suzano. A expectativa é coletar aproximadamente 10 milhões de litros de esgoto por mês.
O projeto faz parte de um plano mais amplo de atendimento a núcleos urbanos isolados de Mogi das Cruzes. Desde 2014, o Semae desenvolve estudos e capta recursos para viabilizar obras nesses locais. Além do Jardim Nove de Julho, bairros como Parque das Varinhas (obra concluída), Parque São Martinho (em andamento), e Vila Mathias (com licitação concluída) também fazem parte do programa, com financiamento de diferentes fontes, como Fehidro e Agevap. Estão previstas futuras intervenções nos núcleos de Biritiba-Ussu, Chácara Guanabara, Quatinga e Taiaçupeba. A Vila Andrade, em Sabaúna, já conta com sistema próprio, inaugurado em 2020.














