Se as crianças mogianas já tinham que esperar uma média de quatro horas para serem atendidas pelos médicos do Vagalume, a situação deve piorar. Isso porque o Instituto Alpha, organização social que gerencia a clínica de saúde infantil municipal, com um contrato de mais de R$70 milhões, determinou, por meio do Grupo Globalmed (terceirizado da terceirizada), que haja a diminuição no número de médicos. Eram cinco nos plantões noturnos. Agora serão apenas três médicos das 00h às 7h.
A determinação, justificada aos colaboradores, através de mensagem de texto, como sendo uma ordem da Secretaria Municipal de Saúde causou indignação entre os profissionais que já falam em ´debandada`. Na verdade, a Vanguarda apurou que, ao contrário do que as mães e pais das crianças mogianas pensam, seus filhos podem estar sendo atendidos por médicos que não são pediatras. Nossas fontes revelaram que há, inclusive, anestesista fazendo atendimento pediátrico. Isso ocorre porque os bons pediatras que trabalhavam no antigo Pró-Criança não aceitaram as más condições e sucateamento do Vagalume.
A Vanguarda pediu uma manifestação da Prefeitura sobre o assunto, mas até a publicação não recebeu resposta. Caso haja, esta matéria será atualizada.