
Por Silvia Chimello
A prefeita de Mogi das Cruzes, Mara Bertaiolli (PL), instituiu temporariamente, por meio de um decreto assinado no primeiro dia de seu mandato, o Comitê Gestor de Crise de Eventos Climáticos. A medida emergencial tem como objetivo prevenir e mitigar danos à população, especialmente nos meses de janeiro, fevereiro e março, que historicamente registram os maiores índices pluviométricos no país e na região.
O comitê será coordenado pelo coronel Eli Nepomuceno, Reinaldo de Almeida do Nascimento e Joáz Batista, e contará com a participação de representantes de entidades municipais, além de toda a equipe do Departamento de Defesa Civil da Secretaria Municipal de Segurança. Outras pastas da administração municipal e forças de segurança locais também estarão envolvidas.
Para o enfrentamento da crise de eventos climáticos, o decreto atribui ao comitê a responsabilidade de implementar e coordenar diversas ações de prevenção e proteção, começando pela realização de um levantamento das áreas de risco de deslizamento ou inundações, da situação dos córregos e rios e da infraestrutura existente, para que sejam adotadas as medidas necessárias. Haverá monitoramento 24 horas, plano de abrigamento e garantia da segurança alimentar das populações eventualmente afetadas por desastres naturais em cada região da cidade, inclusive com a estocagem de cestas básicas, entre outras medidas.
A medida já havia sido anunciada no discurso de posse, quando Mara chamou atenção para os problemas enfrentados pelos moradores de alguns bairros da cidade devido a alagamentos. Ela informou que essa seria uma de suas primeiras providências como prefeita, tanto que uma de suas primeiras ações foi visitar Jundiapeba, um dos bairros mais afetados pelas cheias.
O decreto atribui ao Comitê Gestor as seguintes obrigações:
– Criação de uma escala de servidores de prontidão, entre os representantes das diversas pastas envolvidas, para atendimento de urgências causadas por eventos climáticos, 24 horas por dia, 7 dias por semana, com a instalação de uma rede de comunicação eficiente;
– Identificação prévia das áreas do município sujeitas a risco de deslizamento ou inundação, com levantamento da infraestrutura existente e adoção de medidas de mitigação;
– Mapeamento dos serviços de manutenção e limpeza de córregos e rios da cidade, em articulação com órgãos do Governo Estadual;
– Articulação com autoridades da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, CETESB, Defesa Civil Estadual e parceiros locais, incluindo pessoas físicas e jurídicas, para minimizar danos;
– Criação de um plano de abrigamento e garantia de segurança alimentar das populações afetadas, com estocagem de cestas básicas;
– Monitoramento constante das condições climáticas, com emissão de alertas preventivos à população em caso de iminência de eventos climáticos severos.
O comitê também será responsável por articular esforços entre as forças de segurança do município para promover essas ações integradas e reduzir os impactos dos desastres naturais














