
A Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria Municipal de Habitação Social e Regularização Fundiária, dará início nesta semana a uma pesquisa de campo que irá mapear e identificar todos os condomínios habitacionais de interesse social no município. Um levantamento preliminar indica a existência de 92 condomínios, com aproximadamente 23 mil unidades habitacionais, o que representa entre 80 mil e 100 mil pessoas, distribuídas por diversos bairros da cidade.
“A prefeita Mara Bertaiolli entende a importância de conhecer essas pessoas, entender como vivem, identificar suas necessidades e, principalmente, atendê-las. Por isso, desenvolvemos essa pesquisa e, a partir desta semana, enviaremos técnicos a campo. Eles irão percorrer todos os condomínios habitacionais de interesse social em Mogi das Cruzes, começando pelo contato com os síndicos. Um questionário será utilizado para coletar informações adicionais, o que permitirá traçar um perfil de cada condomínio e identificar suas demandas”, explica o secretário Romildo Campello.
O questionário, elaborado pela equipe técnica da secretaria sob a supervisão da secretária-adjunta Silva Zamai, aborda questões como a presença de áreas comuns (como salão de festas e espaços de lazer), os principais problemas enfrentados na gestão do condomínio, as melhorias desejadas pelos moradores, a percepção da política habitacional do município e a disponibilidade para participação em reuniões, entre outros aspectos.
Romildo Campello destaca que, desde as décadas de 70 e 80, diversos programas habitacionais foram implementados em Mogi das Cruzes por diferentes esferas do governo (municipal, estadual e federal), com entregas significativas de casas e apartamentos de interesse social em vários bairros da cidade. No entanto, ao longo desses mais de 50 anos, nunca foram reunidas informações sobre esses condomínios, o que permitiria identificar problemas comuns, desafios e ações públicas que possam solucionar demandas coletivas.
Os programas de Habitação de Interesse Social, conhecidos pela sigla HIS, incluem casas e apartamentos construídos com subsídios dos governos (municipal, estadual ou federal) e destinados à população de baixa renda. Exemplos incluem as unidades do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do Pró-Moradia e do Minha Casa Minha Vida, entre outros.
A Secretaria Municipal de Habitação Social e Regularização Fundiária espera receber os resultados da pesquisa de campo em cerca de um mês. A partir disso, as informações serão compiladas e começará uma nova etapa do Programa Viver Mogi, que iniciará com uma reunião com os síndicos. As etapas seguintes incluirão a identificação de problemas comuns, demandas reprimidas e, sobretudo, ações concretas da Prefeitura. “Este trabalho, como foi determinado pela prefeita Mara Bertaiolli, visa proporcionar melhorias na qualidade de vida dessas pessoas, e é isso que faremos”, conclui Campello.














