terça, 27 de janeiro de 2026 Anuncie
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Foto: Divulgação

Obesidade de crianças cresce no Brasil e requer atenção das famílias, alerta nutróloga pediátrica

No Brasil, o ganho de peso da população infanto-juvenil, na faixa de 5 a 19 anos, pode chegar a 50%, em 2035. Isso significa que serão 20,39 milhões de crianças e adolescentes com obesidade ou sobrepeso. Os números constam no Atlas Mundial da Obesidade 2024 e servem de alerta às autoridades da área da Saúde, mas também às famílias.
Em Mogi das Cruzes, o Imot Care, clínica interdisciplinar no Imot, conta com a especialidade de nutrologia pediátrica, especialidade pela qual mães e pais podem fazer o acompanhamento alimentar dos filhos.
A médica Paloma Secomandi alerta sobre a necessidade de atenção ao excesso de peso das crianças – o que se agravou no período da pandemia de Covid. A especialista do Imot Care destaca que a obesidade hoje é uma condição epidêmica e grave, que acomete um número significativo de crianças e adolescentes, com complicações em curto e longo prazos, como doenças crônicas degenerativas não transmissíveis, como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, por exemplo.
Paloma explica que a nutrologia pediátrica é a área da medicina que atua para garantir que crianças com patologias que interferem na rotina alimentar recebam a quantidade e qualidade adequada de nutrientes, principalmente carboidratos, proteínas e lipídios, e consigam se desenvolver, crescer.
O tratamento, conforme a especialista, na maioria dos casos, requer o atendimento por uma equipe multidisciplinar, com nutricionista, endocrinologista, educador físico, entre outros: “No caso de uma criança com obesidade, por exemplo, eu realizo o tratamento juntamente com essas especialidades, a fim de traçar metas para alcançar os objetivos. Pacientes que passam pelo tratamento fazem exames específicos para que a gente tenha as informações necessárias sobre o funcionamento do corpo deles e possa agir. É realizada a anamnese, a fim de saber quais são as maiores queixas e se a criança ingere a quantidade adequada e equilibrada de nutrientes que precisa”, explica.
Casos complexos também requerem atenção da nutróloga: “Nós atendemos uma diversidade de pacientes, como crianças que têm paralisia cerebral. Quase sempre eles são desnutridos e o gastro pediatra pede outra via de alimentação, então realizamos o acompanhamento. Com as crianças dentro do espectro autista, que às vezes têm dificuldade com cores e texturas de alimentos, a gente auxilia no manejo alimentar”, relata Paloma.
São várias as áreas que a nutrologia pediátrica atende: casos de alergias a alimentos específicos, que exigem abordagem e gerenciamento adequados; em condições como diabetes, hipertensão ou alto colesterol; distúrbios metabólicos; deficiências nutricionais; no apoio à amamentação; entre outros. “De igual importância é o gerenciamento e a prevenção da obesidade infantil. E também em casos de desnutrição, em que tratamento e prevenção são vitais”, acrescenta a nutróloga.

Publicado em: 5 de dezembro de 2024

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