
Por Silvia Chimello
Mogi das Cruzes aparece em três listas divulgadas pela Fundação Seade que classificam as 50 cidades paulistas com os maiores saldos de empregos formais em diferentes períodos. O município ficou em 21º lugar no ranking do mês de maio, em 43º na lista acumulada entre janeiro e maio, e em 19º na que considera os últimos 12 meses.
O levantamento foi feito com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, e mostra que Mogi das Cruzes mantém desempenho positivo na geração de empregos, mesmo com oscilações entre os períodos analisados. No ranking de maio, a cidade criou 461 novos postos com carteira assinada. No acumulado de janeiro a maio, o saldo é de 1.281 vagas. Já nos últimos 12 meses, foram 3.230.
Entre as cidades do Alto Tietê, apenas Itaquaquecetuba e Suzano também aparecem em alguma das listas. Itaquá é destaque no acumulado do ano, com 1.182 novas vagas (47ª posição), e nos últimos 12 meses com 2.387 postos (31ª posição). Suzano figura apenas na lista dos últimos 12 meses, na 45ª colocação, com saldo de 1.621 empregos.
A cidade de São Paulo lidera todos os rankings, puxando o resultado estadual, que soma 310 mil vagas de janeiro a maio e 435 mil nos últimos 12 meses. Em maio, foram mais de 33 mil vagas criadas no estado.
Perfil do emprego em Mogi
De janeiro a maio, Mogi registrou 1.281 empregos líquidos. Segundo o Caged, 75,8% dessas vagas foram preenchidas por mulheres, especialmente no setor de serviços. Foram 31.722 admissões e 30.441 demissões. O comércio teve saldo de 468 postos, também com maior ocupação feminina. Na indústria, foram criadas 305 vagas e na agropecuária houve perda de 42 postos.
Segundo o IBGE, o PIB per capita de Mogi é de aproximadamente R$ 43 000/ano (cerca de R$ 3 583/mês), abaixo da média estadual de R$ 58 300 . A remuneração média dos trabalhadores formais é de R$ 2.900, inferior à média paulista de R$ 3.900, sinalizando que, apesar da expansão no emprego, o desafio salarial persiste. Apesar disso, os dados mostram que a cidade tem mantido regularidade no crescimento do mercado formal de trabalho.
Leia mais na reportagem publicada pela Vanguarda: Mogi tem saldo positivo de 1,2 mil empregos de janeiro a maio deste ano; mulheres ocupam maioria
Ainda segundo a Fundação Seade, o estado de São Paulo gerou mais de 33 mil vagas em maio e quase 435 mil no último ano, reforçando sua liderança nacional . A cidade de São Paulo lidera todos os rankings, puxando o resultado estadual, que soma 310 mil vagas de janeiro a maio e 435 mil nos últimos 12 meses. O estado de São Paulo gerou mais de 33 mil vagas em maio e quase 435 mil no último ano, reforçando sua liderança nacional.
Confira os números:
São Paulo – vagas criadas
Maio: 33.313
Acumulado do ano: 309.758
Últimos 12 meses (de maio de 2024 a abril de 2025): 434.129
Sudeste – vagas criadas
Maio: 74.536
Acumulado do ano: 503.777
Últimos 12 meses (de maio de 2024 a abril de 2025): 706.467
Brasil – vagas criadas
Maio: 148.992
Acumulado do ano: 1.051.244
Últimos 12 meses (de junho de 2024 a maio de 2025): 1.628.644
Setores com mais contratações
O setor de Serviços foi o responsável por criar o maior número de vagas de emprego em maio. Veja os setores com melhor desempenho:
Serviços: 18.813
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas: 8.704
Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 7.351
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 5.163
Saúde Humana e Serviços Sociais: 5.068
Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: 5.017
Transporte, armazenagem e correio: 3.686
Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 2.504
Indústrias de Transformação: 1.700
Indústria geral: 1.615
Alojamento e alimentação: 1.418
Informação e Comunicação: 1.409
Outros serviços: 1.329
Educação: 1.142
Administração Pública, Defesa e Seguridade Social: 1.141
Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas: 1.124














