
Por Maria Salas
A arte pode ser um caminho de inclusão, autoestima e transformação social. Com essa proposta, o Galpão Arthur Netto de Cultura e Cidadania, em Mogi das Cruzes, vai oferecer, a partir de outubro, 75 vagas gratuitas em oficinas culturais, que vão do circo à capoeira. As atividades são voltadas especialmente para quem não tem condições financeiras de pagar cursos em escolas ou academias particulares.
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas de duas formas: pelo formulário eletrônico (clique aqui para se inscrever) ou presencialmente, diretamente no Galpão Arthur Netto (Rua Rui Barbosa, 248, no Centro), para quem tiver dificuldade de acesso à internet. As aulas serão iniciadas no dia 6 de outubro.
Além da gratuidade, o projeto tem uma proposta de inclusão social, segundo explica o gestor cultural do Galpão, Manoel Lucena Mesquita Júnior: “Criar espaços acessíveis para aprender, trocar e se expressar é o objetivo do Galpão Arthur Netto. Por esta razão, 50% das vagas serão destinadas a mulheres e haverá cotas para pessoas pretas e da comunidade LGBTQIAPN+.
Os cursos serão realizadas em parceria com a empresa mogiana Cervejaria Luna e contemplam cinco linguagens artísticas: Percussão/pandeiro, com o professor Paulo Betzler (15 vagas); Circo para crianças, com a professora Elisa Ferreira (15 vagas); Circo para jovens e adultos, com o professor Fabrício Guimarães (15 vagas); Capoeira, com o professor Thiago Canoa (15 vagas); e Danças afro-brasileiras, com a professora Giselle Maré (15 vagas).
A realização das oficinas se dá graças a uma nova parceria com a Cervejaria Luna, que passou a apoiar financeiramente o espaço cultural. Segundo o proprietário Renato Martins, o objetivo é fortalecer um espaço de resistência e diversidade na cidade: “Hoje, em meio a uma triste realidade política conservadora em Mogi, marcada pela falta de incentivo à arte e à cultura, unir-se ao Galpão Arthur Netto é uma realização imensurável. Talvez eu ainda não consiga compreender o impacto futuro dessa parceria, mas sei que ela fortalece um movimento essencial: abrir espaço para acolher pessoas por meio da arte.”.
O projeto também foi viabilizado com o apoio dos próprios professores, que abraçaram a proposta e firmaram parceria com o Galpão.
Para a professora Giselle Maré, das danças afro-brasileiras, a iniciativa vai muito além das aulas: “Essas oficinas gratuitas são essenciais para democratizar o acesso à arte e ao movimento, fortalecendo a autoestima, a expressão corporal e o senso de comunidade, especialmente para quem não teria condições de investir em formações pagas.”.
O professor de percussão/pandeiro, Paulo Betzler, segue a mesma linha de raciocínio: “As oficinas, além de fomentar a arte em seus diversos aspectos, também dão a oportunidade de conhecimento e vivência em encontros de trocas e saberes.”.
Apesar desse primeiro patrocínio, o Galpão Arthur Netto segue em busca de novos apoios para fortalecer suas atividades. Empresas interessadas em construir parcerias sócio-culturais efetivas podem entrar em contato com o espaço. “Temos 19 anos de história no Galpão Arthur Netto. Todo esse patrimônio e prestígio é uma excelente ferramenta de reconhecimento para empresas que queiram caminhar junto conosco, mostrando responsabilidade social”, afirma o fundador e gestor do espaço.
Confira quem são os professore:

Thiago Canoa – professor de capoeira

Giselle Maré – professora de danças afro-brasileiras

Elisa Ferreira – professora de circo

Fabrício Guimarães – professor de circo

Paulo Betzler – professor de percussão/pandeiro
















