
O novo lançamento da produtora mogiana Friends Group, “A Gata e as Garotas de Aço”, de Rebeca Crespo e Felipe Paixão, recria Mogi das Cruzes em um cenário futurista e distópico, passando a se chamar “Nova Leste”. A pré-estreia está marcada para esta sexta-feira (15), às 19h, no Theatro Vasques. O ingresso é gratuito mediante a troca de um quilo de alimento não perecível.
Financiado por meio da Lei Paulo Gustavo, de Mogi, o longa-metragem conta com o apoio da Macalla Studios, Frame 73 e Itapeti Filmes. Na pré-estreia, ainda será exibido “Verbum”, curta-metragem lançado na semana passada.
No novo filme, “Nova Leste” reúne as características das principais cidades do leste de São Paulo. Inspirado no visual Cyberpunk, foram usados efeitos práticos, de iluminação e um trabalho intenso de pós-produção para ambientar esse mundo a partir das características e pontos centrais de Mogi.
No longa, a metrópole é considerada poderosa e rica, mas extremamente desigual e violenta, sobretudo com as mulheres. É quando o filme apresenta “Gata” (Camila Johann), que, vivendo de forma precária e no subemprego, começa a participar de lutas clandestinas para conseguir dinheiro.
Roteirizado e dirigido por Rebeca Crespo, a história original foi escrita em formato de contos literários, com três protagonistas. Para o filme, foram feitas diversas para a linguagem audiovisual. “Foi muito difícil adaptar. O conto nos permite aprofundar diferentes detalhes e expressar todas elas de uma forma única. No cinema, as coisas precisam acontecer mais depressa, o conflito precisa estar muito bem definido”, diz Rebeca.
Fotografia e Produção
Por se tratar de um longa de ação, foi demandada da fotografia uma câmera mais dinâmica. Segundo Paixão, que também assume a direção e a fotografia do projeto, a condução das cenas precisava dialogar com o roteiro e com a estética futurista daquele universo. “Eu tinha uma preocupação com o que estava sendo impresso em tela. A todo instante me perguntava se as performances estavam funcionando, tanto do ponto de vista técnico quanto conceitual, para saber se algo tinha que ser regravado”, explicou.


















