
O secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, em audiência realizada com o deputado estadual Marcos Damasio (PL), disse que pretende investir na abertura da Maternindade Municipal de Braz Cubas, aumentar o número de vagas para hemodiálise, e dar uma atenção especial para a saúde da cidade. Para isso, no entanto, ele pretende realizar um encontro com os prefeitos eleitos e reeleitos do Alto Tietê, no início de 2025, para reorganizar o pacto de saúde entre o Estado e os municípios da região a fim de resolver dificuldades enfrentadas pelas prefeituras e garantir mais recursos para as cidades. O encontro contou com a presença do presidente da Câmara de Mogi das Cruzes, Francimário Vieira de Macedo – Farofa (PL), além do prefeito eleito de Poá, Saulo Souza.
“A saúde precisa ser gerida pelas próprias cidades, com nosso investimento. Não queremos que os municípios gastem mais, faremos isso nas áreas realmente necessárias”, declarou o secretário, que projeta a reunião para o fim de janeiro ou início de fevereiro.
O deputado Marcos Damasio também cobrou a reabertura do Pronto Socorro do Hospital Luzia de Pinho Melo e o funcionamento da Maternidade Municipal com o apoio do Estado. “É uma promessa do governador e uma necessidade urgente em Mogi. Se não reabrirmos ali, que o Estado instale o PS em outro local”, disse Damasio.
O secretário, ciente das demandas, garantiu que a repactuação resolverá filas de cirurgias e exames. “Vamos regionalizar o Cross e reestruturar o sistema. O encontro é para isso”, disse Paiva, comprometendo-se também com a abertura da Maternidade Municipal de Mogi.
Foi o presidente da Câmara de Mogi, Francimário Farofa, que alertou sobre a falta de vagas para hemodiálise e a falta de diálogo com o Hospital Luzia, esperando melhorias para a população a partir do próximo ano.
Poá
Damasio também defendeu apoio do Estado para Poá, município que hoje opera apenas com um Pronto Atendimento. “Poá perdeu arrecadação com a saída do Itaú e o título de Estância Turística, reduzindo investimentos em mais de R$ 10 milhões anuais. Sem o apoio do Estado, a cidade terá dificuldade de atender às necessidades básicas”, afirmou.
O prefeito eleito destacou que o PA Dr. Guido Guida, que custa R$ 40 milhões anuais, atende mais de 50% dos pacientes de fora da cidade. “Sem hospital, PS ou clínica de especialidades, o suporte estadual é fundamental para evitar o colapso da saúde de Poá”, alertou Souza.














