
São Paulo entra em estado de atenção para incêndios nos próximos dias, com risco elevado especialmente nesta sexta-feira (18), quando a umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 30%, combinada com temperaturas altas e tempo seco. A Defesa Civil estadual alerta para o perigo de queimadas em todas as regiões e pede cooperação da população para evitar práticas que possam provocar focos de incêndio.
“Com a umidade tão baixa, qualquer faísca pode se transformar em um incêndio de grandes proporções. Pedimos que as pessoas não joguem bitucas de cigarro à beira de estradas, não queimem lixo ou resto de roçada e, principalmente, não soltem balões, que além de crime ambiental são uma das principais causas de incêndios florestais”, alerta o tenente-coronel Araújo Monteiro, coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil.
A Operação SP Sem Fogo, que entrou em fase vermelha no dia 1º de junho, está utilizando tecnologia de ponta para monitorar e combater as queimadas. Entre as inovações está a Sala SP Sem Fogo, que emite boletins diários preditivos e monitora focos em tempo real. Outra novidade é o sistema de alertas via cell broadcast, que avisará a população quando a umidade cair abaixo de 12% ou quando houver incêndios próximos a áreas urbanas.
As punições para queimadas ilegais também foram reforçadas este ano. Multas para proprietários rurais que não adotarem medidas preventivas podem chegar a R$ 10 milhões, enquanto quem provocar incêndios em áreas produtivas pagará R$ 3 mil por hectare atingido, valor que dobra em casos graves como incêndios em terras indígenas.
A operação conta com R$ 11 milhões iniciais da Fundação Florestal para contratação de bombeiros civis, aeronaves e equipamentos, além de R$ 300 milhões do DER para conservação de rodovias. O Corpo de Bombeiros já capacitou 1.900 agentes e treina mais 900, enquanto a Polícia Ambiental intensifica fiscalizações.














