
Por Sabrina Pacca
Mogi das Cruzes, finalmente, terá uma nova maternidade até o final do ano. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (27) pela prefeita Mara Bertaiolli e vice-prefeito Téo Cusatis, durante a visita do secretário de saúde do Estado de São Paulo, Eleuses Paiva, que esteve na Cidade e vistoriou o prédio localizado em Braz Cubas, que também abrigará a saúde da mulher, da criança e o atendimento aos casos de violência contra a mulher. Além disso, os mogianos poderão contar, futuramente, com um novo Pronto Socorro municipal; melhorias no atendimento da Farmácia de Alto Custo e uma reestruturação no serviço de hemodiálise, priorizando atender os pacientes de Mogi em Mogi, ampliando o número de vagas.
Acompanhada de seu vice, da secretária municipal de Saúde, Rebeca Barufi, e do adjunto Luiz Henrique Benites Bot, a prefeita recebeu, primeiramente, o secretário em seu gabinete, juntamente com o deputado estadual André do Prado, para uma reunião técnica que abordou as principais demandas. Na sequência, as autoridades foram à Maternidade Municipal para uma vistoria do prédio, ocioso há quatro anos.
´Fizemos uma reunião de trabalho muito produtiva. Estávamos isolados e em pouco tempo o Governo do Estado demonstrou total apoio à Mogi. Falamos muito na campanha que é um absurdo um prédio como esse da maternidade estar fechado e o secretário veio em loco ver essa unidade. Estamos muito felizes porque o mogiano a mogiana merecem voltar a ter uma saúde de qualidade`, afirmou a prefeita.
Paiva destacou que estava em Mogi atendendo a um pedido de Mara, Téo, do presidente da Assembleia Legislativa André do Prado e do governador Tarcísio de Freitas. ´Trouxemos todos os técnicos da Secretaria. Vamos abrir essa maternidade ainda esse ano e não faltará esforços. O aparelho é excelente e é impossível que essa estrutura esteja fechada porque pode atender Mogi e Região também`, salientou.
Ele afirmou que já existe um pedido de convênio feito por Mara e Téo ao Estado. ´Estamos vendo que tipo de aparelhagem falta e nesse primeiro momento vamos cuidar da estrutura. O que já estiver enviado à nós para comprar, o Estado já vai comprar e também vamos repassar recursos para o Município aparelhar todo o restante. A segunda fase é preparar um projeto de custeio mensal desse prédio`, detalhou Paiva.
Hemodiálise
Pedido antigo, que várias vezes foi falado, inclusive no Plenário da Câmara Municipal, pelo presidente Francimário Farofa, o secretário de saúde do Estado reafirmou que Mogi terá uma nova unidade para atender os pacientes que necessitam da hemodiálise e prometeu agilidade no atendimento.
“Os serviços prestados pelos institutos e clínicas de nefrologia aos pacientes renais crônicos precisam de ampliação de vagas na nossa região para diminuir o tempo de espera na fila para conseguir o tratamento de hemodiálise nas clínicas conveniadas ao SUS. Fico feliz demais que o secretário tenha atendido esse pedido da prefeita Mara, que também é nosso, para resolvermos o problema de uma vez por todas”, afirmou Farofa, que chegou a fazer moções ao Estado.
Desde 2021, o acesso à hemodiálise é regulamentado pela CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde). O Brasil é referência internacional nas cirurgias de transplantes, mas muitos pacientes renais crônicos não conseguem chegar vivos até o momento de serem operados e por isso precisam da hemodiálise, que é um procedimento que substitui a função dos rins, filtrando o sangue para remover resíduos prejudiciais à saúde.
Paiva salientou que pretende ampliar as vagas do serviço e evitar o que acontece atualmente que é o encaminhamento de mogianos para outras cidades, em especial para São Paulo, para fazer o procedimento. ´Vou aguardar a Prefeitura nos mandar esse projeto para colocar nova unidade de hemodiálise para atender toda a população sem precisar de deslocamento`, prometeu o secretário, dizendo que teria novidades em dois meses.
A proposta é abrir, inicialmente, cerca de 30 novas vagas para que renais crônicos residentes na Cidade possam realizar o tratamento em Mogi das Cruzes. Atualmente, 92 pacientes mogianos realizam tratamento em outros municípios e dependem de transporte sanitário municipal para se locomover. Há, ainda, 14 pacientes mogianos em filas de espera.
Farmácia de Alto Custo
Na semana passada, a reportagem da Vanguarda mostrou que os pacientes que precisam dos remédios ofertados na Farmácia de Alto Custo, localizada na frente da Prefeitura, enfrentam filas, sol e chuva, mesmo com agendamento prévio. Paiva se comprometeu a, até o meio deste ano, anunciar mudanças nesse serviço. ´Sabemos que enfrentamos filas e as acomodações não são boas, mas até o meio do ano anunciaremos uma reestruturação para atender melhor. Temos dois ou três projetos para esse serviço e vamos escolher, junto com a prefeita Mara e com o Téo, o que será mais eficaz para Mogi`, destacou.
Siresp e Dengue
O secretário informou, ainda, a pactuação da saúde e a regionalização do Siresp, garantindo agilidade nas consultas, exames e cirurgias de média e alta complexidade; além de apoio do município para a formação de um centro de hidratação para pacientes com dengue, serviço que garante resposta mais rápida aos doentes em recuperação. “O Oeste do Estado já apresenta números altos neste início de ano e, embora a região de Mogi das Cruzes não esteja com esses índices, é hora de se preparar”, pontuou.
Novo PS
Questionado sobre a possibilidade de reabertura do Pronto Socorro do Hospital Luzia de Pinho Melo, o secretário falou que haverá uma regulação repactuada do atendimento. No hospital Luzia, será mantido e ampliado o atendimento da alta complexidade, mas há estudos para a implantação de um Pronto Socorro Municipal. ´Nós estamos estudando essa nova unidade. Necessidade há. A população mogiana vai ter atendimento de saúde de qualidade`, salientou Mara.
Repactuação na Saúde
Segundo o vice-prefeito Téo Cusatis, a Cidade terá um novo pacto hospitalar na Cidade. ´O que a Santa Casa vai fazer, o que vai ser oferecido no Luzia, o que vamos atender aqui no Hospital Municipal. Tudo isso será revisto, juntamente com essa equipe competente da Secretaria de Estado da Saúde e a nossa equipe para que o atendimento seja completo e integrado`, concluiu Cusatis.















