
Por Maria Salas
A folia mogiana ganha ainda mais diversão neste sábado (14), das 18h às 23h, quando o Largo do Rosário, no Centro, em Mogi das Cruzes, será palco do desfile do Cordão do Entruido da Vó. Dedicado à preservação dos antigos carnavais, o bloco retorna às ruas ao som exclusivo das marchinhas carnavalescas, celebrando a tradição da folia popular e apresentando uma proposta que une cultura, memória e, neste ano, conscientização ambiental. Em 2026, o desfile ganha um significado ainda mais especial ao apresentar o tema “Quando as ruas ainda eram verdes”. Confira a programação de Carnaval em Mogi.
Ao som exclusivo das marchinhas carnavalescas, o bloco sai do Largo do Rosário em direção à Praça Monsenhor Roque Pinto de Barros, levando música, humor e uma mensagem clara: o espaço público é lugar de festa, cultura e consciência coletiva. A concentração começa às 18h, com desfile pelas ruas, e a programação segue até as 23h, garantindo horas de folia para todas as idades.
Com cerca de 15 integrantes fixos (entre músicos, cantores e diretores), o Cordão do Entruido da Vó é um bloco aberto, democrático e familiar. A participação é livre e o convite se estende a todos: famílias, foliões nostálgicos, amantes das marchinhas e quem busca um Carnaval mais afetivo e acolhedor.
Criado em 2020 com a proposta de relembrar os carnavais de antigamente e manter viva a tradição da folia de Momo na cidade, o Cordão do Entruido da Vó, coordenado pelo advogado Fred Costa, já se tornou um símbolo de resistência cultural. Com exceção dos anos de pandemia, o bloco vem ocupando as ruas com um Carnaval que valoriza o encontro, o humor e a simplicidade, longe de grandes estruturas e perto das pessoas. “O diferencial está justamente no ambiente fraterno, onde a alegria é compartilhada e a festa acontece de forma coletiva, respeitosa e popular.”, enfatiza Costa.
Inspirado em um tempo em que o Carnaval acontecia à sombra das árvores, em verões mais amenos e invernos marcados pelo frio menos intenso, o Cordão propõe um contraste com a realidade atual, marcada pelos extremos climáticos e pela perda do verde urbano. A ocupação das ruas, neste contexto, se transforma também em manifestação: um convite à reflexão sobre o modelo de desenvolvimento que substituiu o verde pelo cinza, sem abrir mão da irreverência e da alegria que sempre definiram o Carnaval de rua.
Mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo Carnaval na cidade, o Cordão segue firme em sua missão de levar cultura e alegria às ruas. “O Carnaval da cidade vem sofrendo muito com a falta de receptividade e respeito por parte do município, em especial da Secretaria de Cultura. Mas nós fazemosa nossa parte e estão todos convidados. O tema convida o público a refletir sobre as transformações ambientais e climáticas, sem abrir mão do humor, da irreverência e da alegria que sempre marcaram o Carnaval de rua. Porque sem ruas verdes, não há festa. E sem planeta, não há Carnaval.”, destaca o idealizador do Cordão.















