sexta, 20 de fevereiro de 2026 Anuncie
Vanguarda Alto Tietê
Foto: Divulgação

Colaboradora do Buffet Perfil está sedada e entubada após acidente no Abre-Alas do Clube de Campo

Por Maria Salas

A colaboradora do Buffet Perfil, Jeniffer Rodrigues Monteiro Guimarães, de 30 anos, segue internada em estado grave, porém estável, após sofrer queimaduras durante o baile de Carnaval Abre-Alas realizado no Clube de Campo de Mogi das Cruzes, na sexta-feira passada (13). Há dois dias, ela foi transferida da Santa Casa de Mogi, onde recebeu os primeiros socorros, para a Santa Casa de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, unidade de referência para queimados.

Divorciada e mãe solo de cinco filhos (de 12 anos, 11 anos, 7 anos, 6 anos e 4 anos), Jeniffer é a principal responsável pelo sustento das crianças. Atualmente, os três filhos mais novos estão sob os cuidados da tia Adriana Rodrigues, que acompanha de perto o tratamento da sobrinha e assumiu temporariamente a rotina das crianças. Os dois mais velhos estão com o pai, em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo.

Diante da gravidade do quadro e das despesas médicas e familiares, a família criou a “Vakinha Solidária – Uma nova chance para Jeniffer Rodrigues” para ajudar nos custos do tratamento de Jeniffer e também nas despesas da tia que está cuidando dos três filhos menores. As doações podem ser feitas pelo link (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/uma-nova-chance-para-jeniffer-rodrigues). Leia mais abaixo.

Segundo a família, Jeniffer sofreu queimaduras em grande parte do corpo, mais do que os 31,5% que a Santa Caasa de Mogi disse por meio de nota. Ela passou por uma cirurgia para retirada de tecidos necrosados (desbridamento) e, desde então, permanece entubada e sedada na Santa Casa de São José dos Campos. De acordo com a tia, que esteve com ela nesta quarta-feira (18), o quadro é considerado grave (casos com mais de 20% do corpo atingido são classificados dessa forma), mas estável, sem piora clínica até o momento.

“Ela está sendo muito forte e resiliente. Senti que está lutando pela vida. Estamos confiantes de que vai sobreviver a esse pesadelo”, diz a familiar, emocionada. Ainda não há confirmação oficial sobre o percentual exato das áreas atingidas. “Mas eu garanto que é mais de 60%”, destaca a tia Adriana, que emenda: “Ela só não queimou as costas, as nádegas e os pés. O rosto chegou a chapiscar. Fora isso, ela está todinha queimada.”.

Ela relata, ainda, que Jeniffer não acorda desde a realização da cirurgia. Antes do procedimento, segundo a tia, ela estava consciente e sentia fortes dores. O desmame da sedação e da ventilação mecânica deverá ser avaliado pela equipe médica nos próximos dias, conforme a evolução do quadro.

 

Santa Casa de São José dos Campos, onde Jennifer está internada / Foto: Divulgação

 

“Vakinha Solidária”

Jeniffer mora no Alto do Ipiranga, em Mogi das Cruzes, com o irmão, Felipe, de 28 anos, e os filhos. A família enfrenta agora desafios logísticos e financeiros, especialmente com a rotina escolar das crianças. Eles estudam no bairro onde residem, e a tia mora em César de Souza, no outro ponto da Cidade. O pai de Jeniffer está em São José dos Campos acompanhando a situação. “Fizemos a ‘vakinha’ porque, além de arrecadar recursos para o tratamento da Jenny, estou aqui com três crianças que também precisam de cuidados.”, enfatiza Adriana.

De acordo com ela, o Buffet Perfil tem prestado apoio dentro de suas possibilidades, auxiliando com custos relacionados à estadia de familiares. Já o clube, até o momento, não teria procurado a família diretamente, segundo relato da tia.

A família aguarda os próximos dias, considerados decisivos para a recuperação. Enquanto isso, amigos e conhecidos se mobilizam em corrente de orações e apoio à colaboradora, descrita como uma mulher dedicada, trabalhadora e profundamente comprometida com os filhos.

Outras vítimas

Além de Jeniffer, outras três pessoas foram atingidas pelas chamas durante o incêndio no baile Abre-Alas do Clube de Campo de Mogi das Cruzes. As moças são associadas do clube e ficaram feridas. A mesa onde o grupo estava sentado ficava bem ao lado do rechaud e em frente ao palco no momento do acidente.

As três conversaram com a reportagem da Vanguarda e informaram ter sofrido queimaduras, no entanto, por estarem emocionalmente abaladas, elas preferiram não conceder entrevista nem divulgar seus nomes. “Para não comprometer”, justificou uma das atingidas pelas chamas. As moças tiveram 33%, 25,5% e 4,5% do corpo atingido, respectivamente, segundo relato publicado por uma delas em rede social.

Uma das moças sócias do CCMC que foi atingida pelas chamas do fogo / Foto: Divulgação

O que diz o CCMC

Publicado em: 19 de fevereiro de 2026

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