A Câmara de Mogi das Cruzes rejeitou, por maioria de votos, acatar três pedidos de abertura de investigação para a cassação do mandato do vereador Felipe Lintz (PL) na sessão desta quarta-feira (4). As representações foram lidas pelo presidente do Legislativo antes da decisão dos parlamentares.
Duas denúncias foram apresentadas pelo ativista Gustavo Don, que apontou suposta quebra de decoro parlamentar. Em uma delas, ele afirma ter sido ofendido com palavrões por Lintz dentro do auditório Tufy Elias Andere. Na outra, atribui ao vereador declarações de teor transfóbico contra a deputada federal Erika Hilton, com uso de linguagem que classificou como vulgar e discriminatória.
O terceiro pedido foi protocolado em 28 de outubro pelo ex-vereador Rodrigo Valverde, dirigente regional do PT. A representação ocorreu após a circulação de um vídeo em que Lintz desafia comerciantes de Mogi a revelar publicamente em quem votaram para a Presidência da República, o que foi considerado estímulo ao boicote e perseguição contra comerciantes simplesmente por suas posições políticas.
A sessão transcorreu com a presença de munícipes que levaram cartazes pedindo a cassação de Lintz, mas após a rejeição pela maioria dos vereadores, houve um princípio de tumulto e reclamações. Farofa teve de interromper os trabalhos por alguns minutos e depois os parlamentares voltaram a votar as indicações do dia, normalmente.
Com a decisão, os pedidos de cassação ficam arquivados.

