
A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou, na sessão desta quarta-feira (15), o projeto de lei que institui o “Programa Municipal de Defesa Pessoal e Comportamento Defensivo para Mulheres”. A proposta, de autoria da vereadora Priscila Yamagami (PP) e do vereador Johnross Jones Lima (PRD), tem o objetivo de oferecer aulas gratuitas em escolas, parques e outros espaços públicos do município, voltadas à segurança, autoconfiança e prevenção à violência.

Vereadora Priscila Yamagami (Foto: CMMC)
“Essa iniciativa ajudará muitas mulheres e será uma enorme conquista. Uma vez, no trânsito de São Paulo, sozinha no meu carro, vi um movimento de três homens vindo na minha direção. A minha postura foi de medo. Porém, abri o peito e os encarei. Para minha surpresa, eles passaram meu carro e assaltaram uma mulher atrás. Isso acontece todos os dias com as mulheres. É sobre isso que trata o projeto. Técnicas podem nos dar atenção plena, segurança e leitura apropriada de ambientes”, afirmou Priscila Yamagami.

Johnross Jones Lima (Foto: CMMC)
O vereador Johnross elogiou a sensibilidade da proposta e ressaltou a importância do tema. “As melhores políticas públicas são aquelas que tocam nos problemas reais. Como homem, preciso reconhecer a sensibilidade da vereadora Priscila e da prefeita Mara. A defesa pessoal feminina, infelizmente, é necessária devido a vários ciclos de violência aos quais as mulheres são submetidas, inclusive no ambiente doméstico”, destacou.
De acordo com o texto, o programa busca proporcionar às mulheres o conhecimento e a prática de técnicas de defesa pessoal, promovendo autonomia, confiança e comportamentos preventivos diante de situações de risco. A iniciativa será voltada a mulheres de todas as idades, com turmas diferenciadas e prioridade para aquelas em situação de vulnerabilidade social e econômica.
O projeto também autoriza o Executivo municipal a firmar parcerias com organizações não governamentais, entidades de ensino, universidades e academias de defesa pessoal para sua implementação. A proposta foi aprovada com uma emenda supressiva apresentada pela própria autora, adequando o texto às recomendações da Procuradoria Legislativa.














