
Por Sabrina Pacca
Os mogianos foram pegos de surpresa, neste domingo, com um vídeo do prefeito Caio Cunha (Podemos) mostrando seu gabinete, no prédio da Prefeitura, inundado. Ele afirmou, em sua rede social, que algumas telhas se deslocaram, causando a inundação.
Porém, no final de 2022, Caio contratou, de forma emergencial, a empresa RJC Sinalização Urbana, cuja atividade principal de atuação é a de Instalação de paineis publicitários, de acordo com o código CNAE F-4329-1/01, sem licitação, e pagou R$ 2 milhões para essa empresa reformar o telhado do prédio da Prefeitura. Os serviços, teoricamente, deveriam ser feitos no ano passado.
Nos CNAEs secundários, esta empresa, que está em nome de Juliana Azevedo de Avo Citrini, tem sede em São Paulo e capital social de também R$ 2 milhões, aparecem construção de edifícios, obras de terraplenagem, construção de rodovias e ferrovias, entre outros feitos.
O contrato, feito sem licitação e de forma emergencial, foi assinado no dia 29 de dezembro de 2022 pelo secretário municipal de gestão pública da época, Jony Marcos Rodrigues Santos e pelo responsável pela empresa, Rodrigo Kruse Citrini.
Duas perguntas aqui se fazem necessárias: por que o prefeito contratou essa empresa, no final de dezembro, de forma emergencial? Por que o prefeito contratou uma empresa cujo foco principal é a instalação de paineis luminosos?
Nossa reportagem encaminhou esses questionamentos para a coordenadoria de comunicação da Prefeitura mas, até o momento, não tivemos respostas.














