terça, 27 de janeiro de 2026 Anuncie
Vanguarda Alto Tietê
Alto Tietê possui 211 brechós que unem sustentabilidade e economia circular (Foto: Divulgação Sebrae)

Brechós crescem no Alto Tietê e viram alternativa econômica e sustentável, aponta pesquisa do Sebrae

Os brechós estão ganhando cada vez mais espaço no Alto Tietê, unindo economia, moda e sustentabilidade. Segundo pesquisa do Sebrae-SP, a região já conta com 211 pequenos negócios do segmento, sendo 74% deles Microempreendedores Individuais (MEIs). O levantamento mostra que os principais produtos procurados pelos clientes são roupas, calçados e acessórios, reforçando a força desse tipo de comércio na economia local e no movimento de consumo consciente.

De acordo com os dados, quatro a cada dez consumidores gastam entre R$ 50 e R$ 100 por visita aos brechós, enquanto 28% desembolsam entre R$ 100 e R$ 500. Entre os itens mais desejados estão roupas masculinas e femininas (50%), calçados como tênis, sandálias e botas (46%) e acessórios (43%), como bolsas, bijuterias e óculos. As peças de grife ou de alta qualidade também se destacam, sendo o objetivo de compra de 42% dos entrevistados.

Para a gestora regional de Economia Criativa e Turismo do Sebrae-SP no Alto Tietê, Samira Gardziulis, os brechós devem seguir em expansão, especialmente entre quem busca um estilo de vida mais sustentável. “Há uma preocupação crescente com a sustentabilidade, aliada ao desejo de garimpar e encontrar peças exclusivas por preços acessíveis. A sensação de descobrir um item vintage, único ou de marca é o grande diferencial desse tipo de negócio”, destaca.

O estudo mostra ainda que os preços mais baixos são o principal motivo das compras (71%), seguidos pela qualidade dos produtos (45%) e pela sustentabilidade (43%). Quanto à frequência, 30% dos consumidores compram em brechós a cada dois meses, enquanto 22% realizam compras semestrais.

A pesquisa também revela um potencial de crescimento no ambiente digital, já que apenas 40% dos entrevistados compram em brechós online, enquanto 84% ainda preferem as lojas físicas. “O brechó é um negócio como qualquer outro: exige planejamento e gestão. Esse mercado cresce porque movimenta a economia circular — o que não serve mais para um pode ser o tesouro de outro. O segredo é conhecer o público e definir o nível de curadoria das peças”, reforça Samira.

Um exemplo de sucesso é a empresária Floriz Maria dos Reis Borges, dona dos brechós Dona Flor, que completa dez anos de operação em Poá. O negócio começou por acaso, com a venda de móveis usados da filha, e cresceu rapidamente. “Comecei a receber peças de vizinhos e o negócio foi aumentando. Hoje tenho duas lojas: uma feminina e outra masculina”, conta.

Floriz destaca a importância da curadoria e do cuidado com os produtos. “As peças são lavadas, passadas e ficam impecáveis. Muitas clientes compram e já saem vestidas com o que escolheram”, relata. O público é variado, mas ela aponta que mulheres e jovens são os que mais frequentam o espaço. “Os jovens buscam peças vintage, exclusivas e de qualidade”, afirma.

Para quem deseja investir no ramo, a empresária dá um conselho: “Dificuldades sempre existirão, especialmente para encontrar boas peças e fornecedores, mas é preciso acreditar no seu negócio e em você mesma”, finaliza.

A Pesquisa Brechós 2025, elaborada pelo Sebrae-SP, foi baseada em duas sondagens: uma sobre o varejo de produtos usados no Estado de São Paulo e outra de campo, com 400 consumidores, realizada entre 23 de abril e 4 de maio de 2025.

 

Publicado em: 8 de outubro de 2025

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