terça, 27 de janeiro de 2026 Anuncie
Vanguarda Alto Tietê
Fotos: Divulgação

Atriz mogiana Clarice Jorge, referência nacional nas artes cênicas, morre aos 88 anos

Por Maria Salas

O teatro de Mogi das Cruzes e região do Alto Tietê está de luto. Morreu nesta quarta-feira (2), aos 88 anos, a atriz e diretora Clarice Jorge, um dos maiores ícones da arte cênica de Mogi e considerada referência nacional pelo trabalho à frente do Teatro Experimental Mogiano (TEM). O velório será realizado nesta quinta-feira (3), a partir das 10 horas, no Velório Cristo Redentor, na Vila Oliveira, e o corpo será enterrado no Cemitério São Salvador, às 15 horas, no mesmo bairro.

De acordo com a sua sobrinha Denise Gonçalves, que está vindo de Campinas, a atriz enfrentava a doença de Alzheimer e, mais recentemente, foi diagnosticada com câncer no pâncreas.

Clarice morreu em casa, na Rua Barão de Jaceguai, no Centro de Mogi. Deixa seis sobrinhos e a companheira de uma vida, a Sandra. “Foi uma tia incrível. Eu tive o privilégio de ter uma pessoa que me iniciou no mundo do teatro, da literatura, da música. Com apenas 10, 11 anos, ela já me levava para os ensaios no TEM. Eu era uma pirralha e já conhecia os grandes autores. Eu também tive ao meu alcance uma biblioteca onde eu pude conhecer os grandes escritores. Tudo na palma da mão.”, comentou, emocionada, a sobrinha. “Mas o maior legado que ela deixou foi o amor”, destacou Denise.

Nascida em Mogi das Cruzes, no dia 8 de dezembro de 1936, Clarice teve os primeiros contatos com a arte ainda jovem, ao estudar no Instituto Dr. Washington Luís. Lá, envolveu-se com o Grêmio Estudantil Ubaldo Pereira, participando de diversas apresentações teatrais e musicais. Um dos momentos marcantes dessa fase foi sua atuação em “Pluft, o Fantasminha”, de Maria Clara Machado, em 1955.

A partir da vivência escolar, Clarice decidiu mergulhar no universo teatral. Em 1965, ao lado de outros 19 jovens, fundou o Teatro Experimental Mogiano (TEM), grupo que viria a transformar a cena cultural da cidade. Dois anos depois, conquistou projeção nacional ao vencer o prêmio de melhor atriz em um festival onde, curiosamente, o jovem Antônio Fagundes levou o prêmio de melhor ator. Apesar dos convites para atuar na capital, optou por permanecer em Mogi e seguir sua paixão pelo teatro amador.

Ao longo da trajetória, Clarice também criou o Teatro da Medicina (Teme), na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), onde dirigia e ensaiava espetáculos mesmo nos intervalos de almoço. Sua dedicação à formação artística era incansável.

Em 1984, assumiu o cargo de Diretora de Cultura de Mogi, contribuindo para transformar a cidade em um polo de referência regional. Sua gestão, entre 1984 e 1988, é considerada uma das mais influentes no setor cultural do município.

Mesmo afastada dos palcos nos últimos anos, Clarice continuava sendo reverenciada pela classe artística e pela comunidade local.

 

Espetáculo “A Última Estação”, de Nelson Albissú

 

Em 2010, ano em que comemoraram os 25 anos do espetáculo “Se Tivéssemos Tempo”, de Nelson Albissú. No palco, os quatro atores que o representaram ao longo dos anos. Clarice Jorge e Liselote Castiglioni se revezaram no papel de Laura enquanto Gil Fuentes e Adamilton Andreucci se revezaram no papel de Eugênio Montanaro. Todos sob a direção de Nelson Albissú

Publicado em: 2 de julho de 2025

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