
Por Sabrina Pacca
O ambientalista José Roberto Manna de Deus, referência em projetos de conservação e educação ambiental na região do Alto Tietê e na Serra da Mantiqueira, morreu nesta última quarta-feira (29/10) em um acidente de barco no litoral do Rio Grande do Norte. Beto, como era conhecido e chamado pela família e amigos, estava a caminho da COP30, conferência mundial do clima que será realizada em 2025, em Belém (PA).
Segundo informações preliminares, ele viajava em um veleiro que fazia paradas técnicas para coleta de amostras ambientais. Durante uma dessas paradas, o bote em que estava acabou virando, levando ao afogamento do ambientalista. O corpo será liberado em Natal (RN), onde familiares estão providenciando os trâmites. O dia e horário do velório e do sepultamento ainda serão informados pela família.
Legado e trajetória
Consultor em biodiversidade e educação ambiental, Manna de Deus era formado em Ciência Ambiental pela Universidade de Brandon, no Canadá, e dedicou mais de três décadas à pesquisa e à restauração ecológica em áreas naturais protegidas.
Desde os anos 1990, desenvolveu projetos para empresas e governos voltados à recuperação biocultural e ao manejo sustentável de ecossistemas nas regiões do Alto Tietê, Serra da Mantiqueira e Vale do Paraíba.
Atualmente, atuava como coordenador técnico do Projeto Águas da Mantiqueira, iniciativa criada em 2017 por meio de uma parceria entre a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) e a Fundação Toyota do Brasil. O projeto é reconhecido por promover a conservação hídrica e a restauração florestal na região da Mantiqueira, área estratégica para o abastecimento de água de milhões de pessoas.
Em Mogi das Cruzes, Manna de Deus ajudou a criar o Centro de Monitoramento Ambiental Serra Itapety (Cemasi), entidade vinculada à Fundepag, que desenvolvia ações voltadas à preservação e monitoramento da biodiversidade na Serra do Itapeti.














