
A Abrasel São Paulo – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de SP, que também contempla os estabelecimentos de Mogi das Cruzes, adverte para o aumento dos riscos relacionados à falsificação de bebidas alcoólicas, uma prática criminosa que ameaça a saúde dos consumidores, prejudica a credibilidade dos bares e restaurantes e gera prejuízos econômicos para o setor.
Segundo a entidade, a falsificação ocorre, sobretudo, em produtos de alto valor agregado, como whiskys, destilados premium e cachaças, e vem se intensificando nos últimos meses.
“Estamos diante de uma questão de saúde pública e de preservação da imagem do setor de alimentação fora do lar. Bebidas adulteradas podem provocar intoxicações graves e até mortes. Além de destruir a confiança do consumidor, afetam bares e restaurantes que trabalham dentro da lei”, afirma Gabriel Pinheiro, diretor da Abrasel SP.
Orientações para prevenção
Para reduzir os riscos e proteger clientes e negócios, a Abrasel SP recomenda que os estabelecimentos sigam rigorosamente alguns cuidados:
• Compras apenas de fornecedores confiáveis
Priorizar distribuidores legalizados e reconhecidos, que possuam sistema de distribuição próprio e seguro. Evitar compras de comerciantes ou fornecedores sem histórico sólido, principalmente quando os preços estiverem muito abaixo do mercado, pois esse pode ser um forte indicativo de adulteração, e sempre solicitar nota fiscal.
• Descarte seguro das embalagens
Garrafas vazias devem ser inutilizadas (quebradas) antes do descarte, impedindo que sejam reaproveitadas por falsificadores para enganar consumidores com produtos adulterados.
Pinheiro reforça que a maioria dos bares e restaurantes associados à Abrasel SP já realiza suas compras exclusivamente através de grandes fornecedores, o que reduz significativamente o risco de receber produtos falsificados.
Fiscalização governamental é fundamental
A Abrasel SP defende a intensificação da fiscalização governamental, com operações de força-tarefa voltadas à origem da falsificação, principalmente no comércio irregular.
“Os falsificadores utilizam garrafas e selos originais, o que torna quase impossível identificar a fraude apenas pela análise visual. Por isso, a atuação das autoridades precisa se concentrar em barrar a produção e distribuição antes que esses produtos cheguem ao mercado”, complementa Pinheiro.
Metanol
O Governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira (30) a criação de um gabinete de crise para atuar nos casos de intoxicação por metanol. Foram confirmados sete casos de intoxicação pela substância até agora, com suspeita de consumo de bebida adulterada. Outros 15 registros seguem em investigação. Até agora, foram registrados cinco óbitos, sendo um confirmado na capital e quatro ainda em análise.














