
Por Sabrina Pacca
A filiação do vice-prefeito de Mogi das Cruzes, Téo Cusatis, ao Partido Liberal (PL) adicionou um novo elemento de incerteza e complexidade às articulações eleitorais da cidade e da região do Alto Tietê para 2026. A movimentação, ainda não oficialmente anunciada, precisa ser tratada com atenção por lideranças locais e pode alterar significativamente a dinâmica interna do PL na escolha de seus candidatos.
Téo, que vem se esquivando em falar sobre a mudança de partido, surge como um potencial nome competitivo para a disputa de uma vaga na Assembleia Legislativa ou até mesmo na Câmara dos Deputados, a depender de uma série de questões, como quem serão os principais adversários de partidos opositores e sua relação, até agora tranquila, com a prefeita Mara Bertaiolli.
Por outro lado, sua entrada no PL, que já conta com figuras de peso na região — como o deputado estadual Marcos Damásio, o deputado federal Márcio Alvino e o presidente da Alesp, André do Prado — aumenta a concorrência interna e deve forçar o diretório municipal a reavaliar suas estratégias locais.
Na semana passada, por exemplo, alguns nomes da política mogiana revelaram suas intenções para a repórter da Vanguarda, Silvia Chimello (leia clicando nos links abaixo).
O vereador e presidente da Câmara de Mogi, Francimário Vieira de Macedo, o Farofa, é pré-candidato declarado a deputado federal. Ele vem buscando apoio dentro da legenda, inclusive sinalizando uma reunião com Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL – que desistiu de concorrer nas eleições 2026 – para consolidar sua candidatura.
Essa movimentação no PL acontece em paralelo a articulações igualmente intensas no PSD. O partido, que tem buscado fortalecer sua atuação no Alto Tietê, já colocou alguns nomes em circulação. Entre eles está Clau Camargo, presidente do Fundo Social de Solidariedade de Arujá, cotada para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Ela esteve recentemente na Câmara de Mogi das Cruzes para reuniões com os vereadores Edson Santos e Otto Rezende, ambos lideranças locais da sigla.
Otto, por sua vez, já manifestou publicamente sua intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Edson Santos também é cotado para a mesma disputa. A ausência de um nome mogiano no Parlamento federal é um dos principais motores das articulações locais.
Outro nome do PSD em Mogi que surge como potencial candidato é o vereador Bi Gêmeos, que já teve encontro com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, para tratar da viabilidade de uma candidatura a deputado estadual com o apoio da executiva nacional.
No conjunto, o cenário eleitoral de Mogi das Cruzes para 2026 se desenha como um dos mais competitivos dos últimos anos. A disputa por espaço, visibilidade e apoio político promete ser intensa, e os próximos meses serão decisivos para a definição dos nomes que, de fato, estarão nas urnas.














