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Fotos: Júlia Barreira / Divulgação

Basquete terá empresa gestora e mira retomada com estrutura profissional e apoio da torcida

Por Maria Salas

O Desk Manager Mogi Basquete deu um passo importante rumo à reestruturação e profissionalização de seu projeto esportivo. Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira (3), no auditório do Centro Universitário Braz Cubas, foi oficialmente apresentada a nova gestão do time, que passa a ser comandado pela empresa All Sports, por meio do modelo de Sociedade Anônima do Basquete (SAB) pelos próximos dez anos.

Apesar de não revelar valores de investimento, os representantes da nova gestão foram transparentes ao afirmar que encontraram o clube em situação deficitária e com dívidas acumuladas. Como primeira medida concreta, o Ginásio Municipal de Esportes Professor Hugo Ramos, o Hugão, casa do Mogi Basquete — passou por uma ampla reforma que custou R$ 400 mil, o que já é um sinal do compromisso dos novos gestores.

A coletiva também foi marcada por anúncios simbólicos e estratégicos. Em clima de celebração pelos 30 anos do projeto mogiano, a diretoria apresentou o novo design do mascote da equipe, que permanece sendo o Jaguá, uma jaguatirica, porém ele está com um tom mais ousado e postura de vencedor, além do novo uniforme e do elenco que disputará a temporada 2025/2026.

Dentre os dirigentes presentes da All Sports estavam o CEO Paulo Henrique, o comediante e roteirista Victor Sarro, que mora em Mogi há sete anos e ocupa o cargo de CXO; e o CMO Lucas Sanches. O evento contou, ainda, com a presença de autoridades, como o secretário adjunto de Esportes e Lazer de Mogi, Guilherme Filipin – representando o secretário da Pasta, Fred Abib; os vereadores Milton Lins, o Bi Gêmeos (que compôs a mesa) e Eduardo Ota; o diretor executivo da Federação Paulista de Basketball, Enyo Correia; a reitora do Centro Universitário Braz Cubas, Vivian Fernandes; o coordenador técnico do Mogi Basquete, Jorge Guerra, o Guerrinha, Head Esportivo da All Sports; o treinador do Mogi Basquete, Fernando Penna; e o CEO da Liga Nacional de Basquete (LNB), Sérgio Domenici, e os atletas do time profissional, que saíram um pouco mais cedo porque tinham um confronto em casa, contra o Minas Tênis Clube. O Mogi Basquete, contudo, sofreu uma derrota, por 66 a 53. O Minas fechou a primeira fase da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB) com chave de ouro.

O objetivo dos dirigentes é tornar o Mogi Basquete em uma referência nacional, tanto dentro quanto fora das quadras, com uma estrutura administrativa profissional e ações voltadas para o engajamento da torcida, que, de acordo com eles, é importante. “Queremos trazer o mogiano para torcer de novo pelo Mogi Basquete, lotar o ginásio com capacidade para cinco mil pessoas”, afirmou Sarro.

A comissão técnica contará ainda com o coordenador de Saúde e Performance, Atílio Suarti; o auxiliar técnico Alexandre Rios; e o assistente técnico Milos Alexander.
Durante o evento, também foram confirmadas as renovações e contratações dos atletas Iago Barry, Luigi Fachin, Gabriel Caldeira e Nicolas Caveiro, que farão parte do elenco nas disputas do Campeonato Paulista e do Novo Basquete Brasil (NBB).

A torcida, alías, está sendo convocada para ‘lotar’ o Hugão, no dia 1º de agosto, estreia do time na primeira fase do Campeonato Paulista Masculino de Basquete de 2025, contra a Liga Sorocabana, às 20 horas. A nova gestão promete um espetáculo além do jogo, com shows nos intervalos e ações de interação com o público.


Investimento em infraestrutura

O All Sports, que irá gerir o Mogi Basquete, admitiu ter encontrado uma situação deficitária e, por isso, a prioridade neste primeiro momento tem sido atender às demandas mais básicas e estruturais, como alimentação, transporte e suplementação dos atletas. “Estamos fechando todos os custos ainda. Não temos 100% dos patrocinadores. Estamos visitando pessoalmente antigos parceiros, tentando reconstruir essas pontes”, explicou o CXO, Victor Sarro.

Um dos pontos mais ressaltados foi a necessidade de oferecer melhores condições de trabalho ao elenco e à comissão técnica. “A gente está reformando o Hugão, o ginásio Hugo Ramos, e isso não é barato. Só ali já foram investidos mais de R$ 400 mil. Estamos trocando o piso, o telhado, reformando os vestiários…”, revelou o dirigente.

A folha salarial do time também cresceu. Segundo a diretoria, os custos com o departamento de basquete triplicaram em relação à temporada passada, refletindo a montagem de um elenco mais competitivo para a disputa do Campeonato Paulista e, eventualmente, outras competições. “Hoje, o que estamos fazendo é três vezes maior que o orçamento anterior. Mas tudo isso é parte de um processo, uma construção.”

A nova gestão não conta com o aporte financeiro fixo de um clube tradicional — como acontece com Flamengo ou Minas — e aposta na articulação com o setor privado e o poder público para sustentar o projeto. “É uma equação de sobrevivência e crescimento. Ainda estamos entendendo como a verba pode evoluir. Hoje, é assim: precisa de jogador? A gente busca. Precisa de suplemento? Vai atrás. É tudo na raça e com parcerias.”

A expectativa é de que, ao longo desta temporada, os ajustes estruturais e a aproximação com patrocinadores permitam que o Mogi Basquete caminhe rumo à autossuficiência. “A gente está resolvendo o problema estrutural agora, já melhorando o time em relação ao ano passado, e quer iniciar a próxima temporada com um novo patamar. O objetivo é, no futuro, alcançar uma independência financeira.”, destacou o CEO Paulo Henrique Pinto.

O que já foi feito?

Reforma da quadra do Ginásio Hugo Ramos;
Reestruturação do teto do Hugo Ramos – o ginásio corria o risco de nao sediar jogos oficiais;
Instalação de painéis de LED na quadra;
Estudo para melhoria dos alojamentos dos atletas.

O design do mascote mudou e está mais ousado

Publicado em: 3 de julho de 2025

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