terça, 27 de janeiro de 2026 Anuncie
Vanguarda Alto Tietê
Foto: Divulgação

GCM de Mogi teria fraudado horas extras, ganhou mais que ex-prefeito e, agora, quer cargo de chefia

Imagine ganhar oficialmente R$ 5,5 mil, mas no dia do pagamento receber na conta quatro, cinco, seis vezes esse valor? O fato é que isso aconteceu, por meses, no ano passado, com um guarda municipal de Mogi das Cruzes que, segundo denúncias de seus próprios colegas, falsificava horas extras para justificar o aumento do salário. Agora, esse mesmo GCM estaria dizendo nos corredores da Prefeitura que será o novo subcomandante da Guarda.

Carlos Eduardo Oliveira Silva foi admitido em concurso público em 2016 e no Portal da Transparência consta que seu salário-base atual é de R$ 5.528,65. Porém, em 2024, ele ganhou muito mais que isso. Fez tantas horas extras que seria humanamente impossível trabalhar daquela forma.

Muito dinheiro
Para se ter uma ideia, em agosto do ano passado, Silva recebeu R$ 40.704,20 bruto e R$ 31.619,97 líquido (já com os descontos), R$ 11 mil a mais do que o ex-prefeito Caio Cunha, que ganhava, oficialmente, R$ R$ 20.293,57. Só de horas extras foram R$ 24,2 mil, segundo mostra o próprio holerite do GCM.

Nos meses anteriores e seguintes, a mesma coisa. Em dezembro, com o pagamento do 13º salário e os reflexos das horas extras nele, Silva recebeu um total de R$ 32.704,99 bruto e R$ 23.826,94 líquido.

A situação estava tão fora de controle que, segundo apurou a Vanguarda, até mesmo a própria gestão anterior ficou surpresa com o salário do agente em agosto e o chamou para questionar, mas nada fez. Só em 2024, o guarda municipal recebeu mais de R$ 250 mil, tendo um salário base de pouco mais de R$ 5 mil.

Falsificação?
O fato é que essas horas extras seriam falsas, segundo contam alguns guardas municipais ouvidos pela reportagem. Todos terão suas identidades preservadas temendo represálias.

Um deles conta que chegou a ver uma foto de Silva praticando exercício físico, à paisana, em horário em que ele deveria estar trabalhando, pelas contas das horas extras. Outro mencionou que os guardas trabalham, em média, 160 horas por mês e que trabalhar mais 190 horas extras seria humanamente impossível, como alegada os pontos batidos à mão e justificados por Silva, assinados pela chefia imediata.

Novo cargo?
Depois que a nova gestão assumiu, o agente em questão não fez mais essas horas extras e sua remuneração está condizente com o salário-base. No entanto, recentemente, os colegas dizem que Silva estaria falando que seria o novo subcomandante, cargo que lhe, segundo apurou a Vanguarda, foi oferecido oficialmente na gestão passada e que ele ocupava de fato, mas não de direito porque negou, afinal, não compensaria financeiramente, já que não poderia justificar tantas horas extras nos plantões noturnos e aos finais de semana.

´Se ele assumir mesmo esse posto, como vem dizendo para nós que vai, vamos denunciar ao Ministério Público, inclusive, porque uma pessoa que falsifica hora extra não pode comandar a gente`, salientou um dos guardas ouvidos.

A Vanguarda questionou a Prefeitura Municipal sobre a possibilidade de Silva virar subcomandante. ´A Secretaria de Segurança de Mogi das Cruzes informa que o subcomandante da GCM é o Leonardo Ramires. Não há expectativa de alteração do cargo`, disse a Administração.

Publicado em: 27 de junho de 2025

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