
A Vigilância Epidemiológica em Saúde de Mogi das Cruzes emitiu um alerta à população para reforçar os cuidados com a prevenção da Influenza Aviária, conhecida como gripe aviária, diante do aumento de registros da doença em aves silvestres no Brasil. Na última semana, o primeiro caso de 2025 foi confirmado em São Paulo.
A principal forma de contágio em humanos ocorre pelo contato direto ou indireto com aves doentes ou mortas, incluindo penas, secreções, fezes ou superfícies contaminadas. Por isso, a orientação central é clara: não se deve tocar em aves silvestres, especialmente se estiverem debilitadas ou mortas.
“O trabalho preventivo começa com a conscientização. Ao identificar uma ave doente ou morta, a população deve acionar imediatamente o Centro de Controle de Zoonoses. Não encoste no animal. Cada atitude consciente ajuda a proteger a saúde coletiva”, afirma Jefferson Leite, diretor da Vigilância Epidemiológica em Saúde de Mogi.
Além da restrição de contato com aves, a Secretaria Municipal de Saúde destaca outras medidas preventivas: higienizar as mãos com frequência; cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar; evitar contato próximo com pessoas com sintomas gripais; manter ambientes arejados; e evitar locais fechados e aglomerações.
A gripe aviária é causada por subtipos do vírus Influenza tipo A, sendo o H5N1, H7N9 e H5N6 os mais associados a casos em humanos. Os sintomas incluem febre alta, dor de garganta, tosse, dores musculares e, em casos mais graves, pneumonia e insuficiência respiratória.
O primeiro caso do ano em São Paulo foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária. A ave infectada — uma marreca-caneleira (Dendrocygna bicolor) — foi localizada na região central de Diadema. O animal apresentava sinais clínicos graves, como dificuldade para voar, alterações respiratórias e neurológicas. A ave foi isolada e o caso não tem ligação com granjas comerciais nem com a produção de alimentos.
A Secretaria de Saúde de Mogi reforça que qualquer suspeita deve ser imediatamente comunicada ao Centro de Controle de Zoonoses pelos telefones 153, 4798-6799 ou 4798-6785.













