
A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes promoveu, na manhã desta terça-feira, uma reunião com representantes da EDP, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica na Cidade. O encontro, conduzido pelo presidente da Comissão Permanente de Obras, vereador Johnross Jones Lima (PRD), foi motivado pelo aumento das reclamações feitas por moradores e encaminhadas aos parlamentares.
O objetivo da reunião foi propor um plano de ação conjunto com foco em melhorias para o atendimento à população. “Temos recebido uma série de demandas da população mogiana e, por estarmos mais próximos do cidadão, nos sentimos no dever de agir. Nosso papel não é gerar conflito, mas buscar soluções concretas”, afirmou Johnross.
Entre os principais problemas relatados estão o excesso de fiação aérea, fios soltos ou caídos em vias públicas, postes inutilizados e a demora na poda de árvores próximas à rede elétrica. Também foram mencionadas queixas sobre o fornecimento de energia para a iluminação pública.
A Comissão de Obras informou que buscou informações junto à Prefeitura para entender como os serviços da EDP vêm sendo conduzidos. “A proposta da reunião é compreender o cenário atual e, da forma mais propositiva possível, contribuir para a construção de soluções”, acrescentou o vereador.
Durante a reunião, a Comissão questionou a EDP sobre a frequência da manutenção da fiação aérea e sobre os postes abandonados na cidade. Em resposta, a concessionária informou que, em 2025, já realizou ações de limpeza com a retirada de mais de 500 kg de cabeamentos de telecomunicações (telefonia e Internet) e, em algmas regiões atendeu a solicitações pontuais de moradores. A manutenção, segundo a empresa, é contínua e segue um cronograma que prioriza áreas críticas, conforme indicativo da Prefeitura. Entre os locais atendidos recentemente estão o distrito de César de Souza e o bairro Cocuera.
Sobre os postes inutilizados, a representante da EDP, Ana Paula, explicou que algumas estruturas permanecem temporariamente até a finalização de obras e que o recolhimento emergencial pode ser feito quando necessário. Os vereadores alertaram para os riscos à segurança pública. O presidente da Câmara, vereador Farofa (PL), foi direto: “Esta Casa sempre respeitou a EDP, mas é constantemente cobrada pelos cidadãos, que enfrentam descaso. Estamos falando de segurança pública e de riscos reais à população.”
A vereadora Inês Paz (PSOL) criticou a estrutura da empresa. “Os problemas são antigos e refletem a forma como a EDP tem conduzido sua gestão. Se nem a Prefeitura tem suas demandas atendidas, o que esperar do cidadão comum? É preciso ampliar o número de funcionários e garantir eficiência”, disse. O vereador Iduigues Martins (PT) sugeriu que a Câmara acione órgãos reguladores: “O mínimo que se espera de uma empresa que presta serviço público é eficiência. Quando isso não acontece, cabe a esta Casa agir. Espero que haja um canal de diálogo ágil e comprometido.”
Os parlamentares pediram prazos concretos para resolução dos problemas. A EDP afirmou que está analisando as solicitações e apresentará um cronograma após a triagem. Ao fim da reunião, a Comissão de Obras propôs a formalização de um acordo para resolver as pendências relacionadas à fiação aérea, com reestruturação da rede, plano de manutenção contínua, equipes especializadas e indicadores de desempenho.
Foi sugerido ainda um cronograma detalhado por bairro e tipo de demanda, além de uma nova reunião em 60 dias para apresentação de um relatório com os avanços. Ana Paula comprometeu-se a analisar os pontos e retornar com uma proposta concreta.
Participaram também os vereadores Milton Lins da Silva – Bi Gêmeos (PL), Tonhão (PL), Priscila Yamagami (PP), Marcos Furlan (Podemos), Juliano Botelho (PSB), Edson Santos (PSD), Mauro Araújo (MDB), Rodrigo Romão (PCdoB), Felipe Lintz (PL) e Eduardo Ota (Podemos). Pelo Executivo municipal, estiveram presentes os secretários Joaz Batista (Serviços Urbanos), Nilmar Ferreira (Obras e Infraestrutura), Patrícia Cesare (Meio Ambiente), Mauro Yokoyama (Longevidade), Ary Kamiyama (Mobilidade e Trânsito) e o ouvidor geral Cleber Castanho.














