
Com o falecimento do Papa Francisco, a Igreja Católica entra oficialmente no período de Sede Vacante — a vacância da liderança papal. Nesse intervalo, o comando da Igreja fica sob responsabilidade do camerlengo, e nenhuma decisão pode ser tomada em nome do pontífice até a escolha de seu sucessor, que será feita por meio do Conclave.
De acordo com as normas do Vaticano, o Conclave deve ter início entre 15 e 20 dias após a morte do papa. O intervalo serve para garantir que todos os cardeais eleitores — atualmente 136, com menos de 80 anos — possam chegar a Roma. Esses cardeais, vindos de diversos países, terão a missão de eleger o novo líder da Igreja.
A eleição ocorre na Capela Sistina, no Vaticano. Antes disso, os cardeais ficam hospedados na Casa Santa Marta, dentro da Cidade do Vaticano, onde permanecem completamente isolados, sem acesso a telefones ou internet, como forma de garantir o sigilo do processo.
O sistema de votação exige que cada cardeal escreva, de forma secreta, o nome de seu candidato em uma cédula. São realizadas até quatro votações por dia — duas pela manhã e duas à tarde — até que um nome alcance ao menos dois terços dos votos. Quando o novo papa é escolhido, o resultado é anunciado por meio da tradicional fumaça branca e pela frase “Habemus Papam”.
Antes do início do Conclave, no entanto, a Igreja realiza os chamados novendiales, um período de nove dias de luto com missas e orações dedicadas ao papa falecido. Só após esse ciclo litúrgico os cardeais iniciam as congregações gerais, nas quais debatem os principais desafios da Igreja e o perfil desejado para o novo pontífice.
Não há prazo fixo para a eleição. Embora alguns conclaves tenham sido concluídos em apenas dois dias, outros já se estenderam por semanas. Após a escolha, o novo papa define seu nome papal e é apresentado ao mundo na sacada central da Basílica de São Pedro, marcando o início de um novo capítulo na história da Igreja Católica.














